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Novos copos ecológicos não poupam a carteira

Novos copos ecológicos não poupam a carteira

A legislação que proíbe copos, talheres e louças de plástico de uso único criou o "novo" negócio dos reutilizáveis.

Custam e pesam dez vezes mais e são geralmente importados. Não estão a ser reutilizados, até porque não há regulamentação sobre procedimentos de lavagem e esterilização a adotar pela restauração e hotelaria. Na prática, poluem mais, custam mais e é o consumidor que paga.

Avelino Freitas, presidente da Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos do Cais do Ouro (APPDCO), denunciou a nova prática das empresas fornecedoras de bebidas durante as festas de S. João, no Porto: em vez de fornecerem copos, passaram a vendê-los e nem reutilizáveis são. "Já em 2018, pedimos copos reutilizáveis, não havia. Este ano, a Unicer [fornecedora oficial das tasquinhas das associações] não implementou os copos reutilizáveis, mas cobrou-nos os copos descartáveis que antes oferecia", denunciou Avelino Freitas, que estima terem vendido, naquela noite, dois a três mil copos. "A maioria dos copos acaba no rio, todos os pescadores sabem que não se pode deitar redes durante dias após o S. João, vêm cheias de lixo", disse.

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