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Novos documentos sobre 'secretas' enviados para o Conselho de Fiscalização

Novos documentos sobre 'secretas' enviados para o Conselho de Fiscalização

A Comissão de Assuntos Constitucionais decidiu remeter para o Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da República Portuguesa o envelope com remetente anónimo contendo documentos sobre a actividade das "secretas" portuguesas.

O envelope foi entregue, quarta-feira, pelo deputado socialista Sérgio Sousa Pinto ao presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, o social-democrata Fernando Negrão, durante a audição com o ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).

Esta quinta-feira, no final da reunião dos coordenadores das diferentes bancadas representadas na Comissão de Assuntos Constitucionais, Fernando Negrão comunicou que foi decidido remeter a documentação para análise do Conselho de Fiscalização do SIRP.

A documentação entregue por Sérgio Sousa Pinto "tem dois grupos: Um primeiro tem ver com a lista das chamadas telefónicas de um jornalista [Nuno Simas, director adjunto de informação da Agência Lusa], que já foi publicada pela comunicação social; e um segundo grupo com três documentos que se relacionam com cópias de e-mails enviados entre pessoas envolvidas nesta fiscalização que a comissão está a fazer", referiu Fernando Negrão.

Perante estes documentos, o deputado social-democrata frisou que a comissão entendeu "enviá-los ao presidente do Conselho de Fiscalização do SIRP [o ex-deputado socialista Marques Júnior]".

"Juntamente com outros elementos que tenha, o Conselho de Fiscalização do SIRP fará a respectiva avaliação desses documentos. Só com os e-mails, a Comissão de Assuntos Constitucionais não tem indícios de natureza criminal, mas, eventualmente, isso pode suceder juntamente com outros dados. O Conselho de Fiscalização terá essa função", declarou o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais.

Interrogado sobre a natureza das cópias de e-mails que chegaram de forma anónima ao deputado socialista Sérgio Sousa Pinto, Fernando Negrão disse que "não eram ainda conhecidos".

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"Obviamente que, a seu tempo, ouviremos o presidente do Conselho de Fiscalização do SIRP [Marques Júnior]. Foi agora decidido ouvi-lo de novo logo que seja possível, na sequência do trabalho de fiscalização que está a ser feito", frisou depois o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais.

Nas declarações que fez aos jornalistas, Fernando Negrão salientou que o Conselho de Fiscalização do SIRP "depende da Assembleia da República, através da Comissão de Assuntos Constitucionais".

"Os novos elementos vão ser enviados para o Conselho de Fiscalização. Depois ouviremos os membros deste órgão e, então, teremos todos os dados", acrescentou Fernando Negrão.

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