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Número de doentes com Parkinson pode duplicar em 30 anos

Número de doentes com Parkinson pode duplicar em 30 anos

Joaquim Ferreira, neurologista e diretor clínico do CNS - Campus Neurológico, estima que daqui a 30 anos, Portugal poderá ter o dobro de pessoas com Parkinson, doença neurológica degenerativa, de evolução crónica e lenta, que afeta o controlo dos movimentos. Ao JN, o médico defende que a pandemia terá atrasado a referenciação de doentes para tratamentos e os diagnósticos.

O último estudo epidemiológico realizado pela equipa de Joaquim Ferreira estimava a existência de cerca de 20 mil doentes com Parkinson em Portugal. Os idosos continuam a ser a faixa etária mais afetada pela doença. Mas não só: cerca de 10% dos doentes têm menos de 50 anos, o chamado Parkinson precoce. Os números globais devem agravar nas próximas décadas, de acordo com o diretor clínico do CNS - Campus Neurológico. Hoje assinala-se o Dia Mundial do Parkinson.

"O que nós sabemos é que nos próximos anos o número de doentes vai aumentar significativamente. As estimativas para os próximos 30 anos sugerem que o número irá duplicar", avança ao JN. As pessoas com Parkinson chegarão também a fases mais avançadas da doença.

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