Logística

O Guerreiro que levou as vacinas salvadoras

O Guerreiro que levou as vacinas salvadoras

António Guerreiro transportou as primeiras doses para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Fala em "orgulho" por ter vivido "dia histórico".

António Guerreiro tem 46 anos, metade deles passados a garantir que os medicamentos chegam aos hospitais. No sábado, viveu um "dia histórico": coube-lhe a tarefa de ser um dos motoristas que transportaram as primeiras doses da vacina contra a covid-19 para os hospitais portugueses. Percorrer o caminho entre o armazém, em Montemor-o-Velho, e o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, exigiu uma "preocupação extrema" a nível de segurança, mas é o "orgulho" de ter participado no processo que lhe ficará para sempre na memória.

"Ontem [sábado] foi um dia histórico, nunca pensei estar envolvido em tão grandioso feito", contou António Guerreiro ao JN. "Fui com uma carrinha de temperatura controlada buscar as vacinas a Arazede [Montemor-o Velho, Coimbra] por volta das 14 horas e transportei-as até ao destino final, que era o Hospital Santa Maria", relatou.

António vive na Baixa da Banheira e trabalha no Montijo, na unidade Pharma da Rangel Logistics Solutions - operador escolhido para transportar a vacina. Está no ramo há 23 anos e já fez, portanto, milhares de quilómetros em trabalho. No entanto, poucas viagens terão tido uma carga simbólica tão forte como esta. E terá António sentido nervosismo durante o caminho? "Nervosismo não, senti grande responsabilidade e orgulho", garantiu.

António nunca deixou de estar confiante. "Toda a logística estava devidamente planeada e controlada, com uma preocupação extrema com a segurança do transporte", garantiu. Na estrada, não se apercebeu de reações de outros condutores. "Não houve tempo" para reparar nisso, explicou.

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Nuno Rangel, CEO da Rangel, não escondeu a satisfação por assegurar o transporte das vacinas. "Estamos muito honrados e orgulhosos por fazer parte deste momento histórico. Toda a equipa está completamente envolvida e entusiasmada com esta iniciativa", garantiu.

Em 2019, a Rangel expediu mais de 112 milhões de unidades de medicamentos e, com a pandemia, tem transportado máscaras e ventiladores. "Estamos a contribuir para ajudar a erradicar esta pandemia de Portugal e do mundo", diz Nuno Rangel. "É uma missão para salvar vidas".

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