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O plano para combater a covid-19 na construção civil

O plano para combater a covid-19 na construção civil

O uso de máscara para todos os trabalhadores da construção civil é recomendado, tanto no local de trabalho como na deslocação. Se possível, os operários devem manter o distanciamento de dois metros e evitar trocar ferramentas.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou, este sábado, um conjunto de medidas para ajudar a prevenir e controlar a covid-19 na construção civil, setor que esteve no centro de recentes surtos de contágio na região de Lisboa e Vale do Tejo.

A orientação indica que deve haver dispensadores de solução anti-séptica à base de álcool em todos os estaleiros, bem como água, sabão, papel das mãos e caixotes do lixo, e que, sempre que possível, os trabalhos sejam realizados garantindo o distanciamento físico de dois metros entre operários. A utilização de máscara também é recomendada, devendo ser usada sempre que não haja indicação para utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) específicos. Aos trabalhadores, deve ser dada formação para aprenderem a reconhecer sintomas compatíveis com o quadro de covid-19, abstendo-se de ir trabalhar caso estes surjam.

O documento da DGS estabelece também a definição de um plano de contingência que contemple uma área de isolamento e procedimentos a efetuar perante um caso suspeito de covid-19; o estabelecimento de circuitos de circulação distintos para evitar o cruzamento entre pessoas; a redução das reuniões presenciais ao mínimo necessário; e a manutenção do distanciamento nas zonas de descanso dos trabalhadores, realizando-se, se necessário, turnos para o uso destes espaços.

A partilha de artigos pessoais (marmitas, garrafas de água ou canetas) deve ser evitada e os instrumentos de trabalho devem ser desinfetados quando utilizados por pessoas diferentes. Também higienizados periodicamente, conforme a sua frequência de utilização, devem ser as superfícies e os espaços, que devem ser ventilados, preferencialmente através da abertura de portas ou janelas, ou, em alternativa, com o ar condicionado. As portas devem permanecer abertas para evitar o seu manuseamento frequente. E, nos cacifos, deverá haver condições para que os pertences de cada trabalhador não se misturem.

À entrada dos estaleiros de construção, onde a entrada de visitantes deve ser restringida, deve haver um registo que permita a identificação dos condutores das empresas fornecedoras e os trabalhadores com quem contactaram, sendo que estes devem ser organizados em equipas fixas, sempre que possível. Na "frente de obra", os equipamentos de trabalho não devem passar de "mão em mão", devendo, quando isso acontecer, ser higienizados. Nas cantinas, o acesso dever ser feito por turnos e obedecendo a circuitos específicos. Nas deslocações até ao local de trabalho, normalmente feitas em carrinhas com vários trabalhadores, "deve ser garantido o uso de máscara por todos os ocupantes" e a lotação deve ser reduzida para dois terços. Após a utilização das viaturas, estas devem ser limpas.

O documento informa ainda que os Serviços de Segurança e Saúde do Trabalho devem, em colaboração com um elemento da cadeia hierárquica da equipa, fazer uma "avaliação de risco e das condições de implementação das medidas previstas no Plano de Contingência", que poderá levar à adoção de correções.

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