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"O PSD tem de assumir se é de Direita", diz o deputado do Chega nos Açores

"O PSD tem de assumir se é de Direita", diz o deputado do Chega nos Açores

O deputado do Chega no Parlamento Regional dos Açores, José Pacheco, deixou este sábado um recado ao PSD, dois dias depois da aprovação do Orçamento Regional. No Congresso do Chega, afirmou que "se o PSD quer ser um partido de Direita, tem de o assumir".

Era um dos discursos mais esperados da tarde no IV Congresso Nacional do Chega e foi um dos mais aplaudidos. O homem que protagonizou o voto favorável que permitiu a aprovação do Orçamento Regional dos Açores, após o partido ter ameaçado quebrar o acordo de incidência parlamentar, foi ao púlpito do Chega falar para os sociais-democratas.

"Eu exijo respeito pelo meu partido e exijo respeito pela Direita em Portugal. Eu exijo que eles se respeitem a si próprios, porque se o PSD quer ser um partido de Direita, tem de o assumir, e não diga que é um partido de Esquerda como eu tenho ouvido constantemente. Que não diga que se quer juntar ao Partido Socialista", atirou José Pacheco.

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Entre as cedências do Governo Regional que permitiram a aprovação do Orçamento da Região Autónoma dos Açores está a compra de quatro carros dos bombeiros, que "parece pouco, mas é muito para aquela gente", sublinhou Pacheco, pedindo um aplauso para os bombeiros portugueses. Na sexta-feira, também foi criado o gabinete anticorrupção dos Açores, "um exemplo para Portugal" segundo José Pacheco, que admitiu querer mais: "Eu quero mais, vocês querem mais, um dia de cada vez. Nós não passamos cheques em branco".

O Orçamento Regional dos Açores esteve em risco de não ser aprovado depois de o Chega ter ameaçado votar contra, na sequência das declarações de Rui Rio que garantiu não querer acordos com o Chega a nível nacional. José Pacheco lembrou o momento e disse que se o Chega não tivesse dado "um murro na mesa, era engolido". Ainda assim, deixou uma palavra "de apreço" para "quem esteve do lado de lá", no caso o Governo Regional liderado pelo PSD. Despediu-se com uma ovação de pé, enquanto gritava "Socialismo nunca mais" e "corram com o Socialismo de Portugal".

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