JN 133 anos

O risco do "narcisismo das instituições"

O risco do "narcisismo das instituições"

Sem inteligência, o dinheiro que Portugal receberá da Europa não resolverá problema algum. António Covas, professor da Universidade do Algarve, avisa contra "o narcisismo das instituições".

Na conferência "Territórios em Transição" organizada em Gaia para celebrar o 133.º aniversário do Jornal de Notícias, o docente algarvio desfiou uma lista de instituições que Portugal tem: 308 municípios, 21 comunidades intermunicipais, 58 grupos de ação local, 14 universidades e 15 politécnicos, 348 centros de investigação, 40 laboratórios associados, 600 associações empresariais e 5 Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. "Toda esta gente tem inteligência institucional, colaborativa?", perguntou.

É que, disse, "não devemos confundir digitalização com a inteligência do território". E inteligências, há muitas. Se o país não for capaz de "fazer o mix certo das várias inteligências, as coisas podem correr mal". Este correr mal será deitar o dinheiro do Plano de Recuperação e Resiliência e do Portugal 2030 "para cima dos problemas", sem "resolver problema nenhum". Para mais num país com uma enorme dívida externa, salientou.

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