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"Obstáculos transfronteiriços" debatidos em Vigo

"Obstáculos transfronteiriços" debatidos em Vigo

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Galiza Norte de Portugal reuniu vários especialistas europeus em Vigo para debater soluções para superar "obstáculos transfronteiriços", que ainda subsistem nas relações laborais, mobilidade e conetividade da eurorregião. No evento organizado em parceria com a Associação das Regiões Fronteiriças Europeias (AEBR), foi apresentado o programa b-solutions.

Trata-se de uma" iniciativa piloto para enfrentar dificuldades legais e administrativas nas fronteiras terrestres internas da UE", sendo promovido pela Direção-Geral de Política Regional e Urbana (DG REGIO) da Comissão Europeia e gerido pela AEBR. E tem como objetivo "fornecer soluções para os obstáculos jurídicos e administrativos transfronteiriços".

O seminário realizado em Vigo, sob o tema "Galiza -Norte de Portugal Cooperação Transfronteiriça. Revisão das evidências e soluções avançadas", contou com a presença do diretor do AECT, Nuno Almeida e do secretário-geral da AEBR, Martín Guillermo Ramírez, assim como do subdiretor geral de Ações Exteriores e Cooperação Transfronteiriça da Xunta de Galicia, Xosé Lago, da vice presidente da CCDR-Norte, Célia Ramos. Também esteve presente a subdiretora Geral para as Relações Europeias e Internacionais da Secretaría de Estado para a Política Territorial, Rocío Díaz.

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Os especialistas Martín Guillermo, Ricardo Ferreira e Caitriona Mullan, focaram o programa b-solutions, no âmbito da cooperação transfronteiriça, e a forma de aplicá-lo em prol da coesão na Europa.

De acordo com o AECT Galiza Norte de Portugal, do evento resultou "um roteiro para melhorar o trabalho, as relações laborais, a mobilidade e a conectividade nas zonas raianas da Galiza e do Norte de Portugal".

Aquela organização apresentou no seminário alguns dos seus estudos de caso sobre temas como a mobilidade dos menores não acompanhados pelos seus pais ou tutores para atividades desportivas, educativas ou culturais do outro lado da fronteira, a eliminação ou simplificação das formalidades para o guia de circulação português para os trabalhadores transfronteiriços, e para o teletrabalho transfronteiriço ou para o trabalho simultâneo em Espanha e Portugal.

Abordou também as iniciativas existentes de integração universitária de estudantes transfronteiriços com deficiência, atividades em áreas protegidas de fronteira, tais como o rio Minho e as equipas de emergência em territórios transfronteiriços.

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