Covid-19

Ocupação de 22% nos cuidados intensivos

Ocupação de 22% nos cuidados intensivos

A taxa de ocupação de camas em cuidados intensivos era de 22% a 26 de maio. O valor crítico definido pelas autoridades de saúde é de 245 lugares.

O número diário de casos de covid-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revela uma tendência ligeiramente decrescente. A 26 de maio havia 53 doentes internados, o que corresponde 22% do valor crítico definido de 245 camas ocupadas.

Esta é uma das informações avançadas esta sexta-feira pelo relatório "Monitorização das linhas vermelhas para a Covid-19", elaborado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e Instituto Nacional de Saúde doutor Ricardo Jorge (INSA).

Ainda na área dos internamentos, o documento explica que, na mesma data, a faixa etária entre os 60 e os 69 anos era aquela que contava com mais doentes em UCI: 16 casos.

Sobre a incidência das infeções, o relatório adianta que foi o grupo etário entre os 20 e os 29 anos a ter mais casos por 100 mil habitantes (121). "Embora com menor risco individual de evolução desfavorável da doença, os indivíduos deste grupo têm maior risco de contribuir para a transmissão à população não vacinada", lê-se no texto.

Já as pessoas com 80 anos ou mais contavam com 14 casos por 100 mil habitantes, o que "reflete um risco de infeção muito inferior ao risco para a população em geral".

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Sobre a incidência total, os novos casos de infeção por 100 mil habitantes, acumulado a 14 dias, foi de 60 casos, com tendência ligeiramente crescente a nível nacional. O valor do Rt (taxa de transmissibilidade) apresenta valores superiores a 1 a nível nacional (1,07) e nas regiões de saúde do Centro (1,05), de Lisboa e Vale do Tejo (1,14) e do Alentejo (1,16), sugerindo uma tendência crescente, mais acentuada nesta última região.

Mantendo-se esta taxa de crescimento, alertam as autoridades, o tempo para atingir a taxa de incidência acumulada a 14 dias de 120 casos por 100 mil habitantes será de 31 a 60 dias para o nível nacional e de 15 a 30 dias para as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.

Variante indiana com transmissão comunitária

A variante inglesa continua a ser aquela que é mais detetada em Portugal. Estima-se que tenha uma prevalência de 87,2%. O INSA detetou 133 casos da variante de Manaus e 97 da variante da África do Sul.

Sobre a variante indiana, os peritos explicam que foram identificadas três linhagens distintas caracterizadas por diferentes mutações. Em Portugal foram encontrados 46 casos de duas destas linhagens. De uma (variante B.1.617.1.) que tem a classificação de "variante de interesse" foram detetados 9 casos. Da outra, (B.1.617.2.) classificada como "variante de preocupação" foram encontrados 37 infetados.

A classificação pertence ao Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC)

O relatório admite que a "ausência de história de viagem ou contacto com casos confirmados com esta variante para alguns dos casos pode indicar a circulação da variante na comunidade".

A prevalência estimada, ainda provisória, é de 4,6% do total de infeções. Dos 46 casos confirmados, a maioria (73,9%) são homens, com idade média de 37 anos.

Mais de metade dos casos (63%) foram detetados na região de Lisboa e Vale do Tejo. No total, estão dispersos por nove distritos e 13 concelhos. As três nacionalidades mais frequentes são portuguesa (43,5%), nepalesa (30,4%) e indiana (15,2%).

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