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Orçamento só depois das "presidenciais" não é razoável, diz António Costa

Orçamento só depois das "presidenciais" não é razoável, diz António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, disse, este domingo, em Bruxelas que o Governo apresentará a proposta de Orçamento para 2016 "tão depressa quanto possível", e considerou que não seria "razoável" esperar por março para a sua aprovação final.

À saída da sua primeira cimeira de líderes da União Europeia, António Costa, questionado sobre quando é que o seu executivo tenciona apresentar o plano orçamental para o próximo ano, há muito reclamado pela Comissão Europeia e Eurogrupo, disse que ainda não há uma data precisa, mas asseverou que será "tão brevemente quanto possível".

Questionado sobre se considerava razoável apontar a aprovação final do Orçamento de Estado de 2016 para março - a edição de sexta-feira do Diário de Notícias dava conta da possibilidade de o Governo tencionar aprovar o Orçamento de Estado apenas depois de Cavaco Silva abandonar a Presidência da República -, o chefe de Governo limitou-se a dizer que não.

"Não, não creio que seja razoável", afirmou, com um sorriso.

Relativamente à possibilidade de o novo ministro das Finanças, Mário Centeno, apresentar o anteprojeto orçamental a Bruxelas já na próxima reunião do Eurogrupo, a 8 de dezembro, o chefe de Governo insistiu que será o mais rapidamente possível.

"Tão depressa quanto possível faremos entregar quer o plano de orçamento, quer aquilo que será a proposta de orçamento na Assembleia da República. Isso tão depressa quanto possível", afirmou.

Por fim, quando questionado sobre se sentiu entre os restantes 27 chefes de Estado e de Governo da União Europeia alguma intranquilidade relativamente à situação em Portugal, garantiu que não, sustentando que nem haveria qualquer razão para tal.

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"Acho que toda a gente está muito tranquila com a situação portuguesa. Aliás, não vejo razão para que não houvesse tranquilidade quanto à situação portuguesa, visto que temos hoje um Governo que dispõe de uma maioria parlamentar sólida que assegura estabilidade e, por outro lado, também um programa de governo que é inequívoco quanto ao compromisso da participação portuguesa no âmbito da União Europeia", afirmou.

António Costa considerou que a cimeira "correu muitíssimo bem", e sublinhou a posição "coerente" que Portugal tem vindo a defender de aproximação entre as partes.

"Foi uma cimeira que correu muitíssimo bem. Portugal estava, aliás, numa posição confortável, porque não só é membro de corpo inteiro da UE, como é um velho aliado da Turquia no âmbito da NATO, e portanto temos sempre tido uma posição coerente, de defesa da aproximação entre a UE e a Turquia", disse.

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