Reunião

Ordem diz que Costa mostrou "apreço, respeito e confiança nos médicos"

Ordem diz que Costa mostrou "apreço, respeito e confiança nos médicos"

O Bastonário da ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, disse que o primeiro-ministro, António Costa, "transmitiu de forma clara o apreço, o respeito, e a confiança que tem pelos médicos".

António Costa sublinhou a mensagem transmitida por Miguel Guimarães após um encontro entre o bastonário da ordem dos Médicos e o primeiro-ministro, esta terça-feira de manhã, em Lisboa.

"Creio que não ficou a menor dúvida da enorme consideração e apreço que tenho pelos médios pelo seu trabalho, como por todos os profissionais de saúde, pelo enorme trabalho que estão a desenvolver, no geral, e em particular nesta época tão exigente para todos nós", disse António Costa, ao falar para os jornalistas no fim do encontro de cerca de três horas.

O encontro, realizado a pedido de Miguel Guimarães, surgiu após três dias de polémica alimentada por um curto vídeo em que se ouve António Costa a considerar "cobardes" os médicos que, alegadamente, se recusaram a visitar o lar de Reguengos de Monsaraz, onde um surto de covid-19 causou a morte de 17 pessoas naquela instituição e uma outra na localidade.

"Espero que os equívocos estejam esclarecidos", disse António Costa, agradecendo a Miguel Guimarães a oportunidade de se sentarem à mesa para abordar a polémica. "Não podemos confundir a árvore com a floresta, seja nos lares, na atuação dos médicos ou do Estado", advertiu, no entanto o primeiro-ministro.

"Sobre o caso concreto, as instituições apurarão o que tiverem de apurar com base na informação que já é conhecida e poderão constatar a forma como Estado, desde julho, tomou conhecimento e agiu sobre a situação em concreto no lar de Reguengos de Monsaraz", acrescentou António Costa.

Miguel Guimarães abordou também o caso, considerando que não adianta falar de um caso que está em inquérito. Ao falar ao jornalistas no fim do encontro, o bastonário da Ordem dos Médicos deixou "uma mensagem de solidariedade forte para os médicos que estiverem a trabalhar no lar de Reguengos de Monsaraz, médicos de família que mesmo não tendo as melhores condições, não deixaram de ir trabalhar".

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Palavras que fazem a defesa dos médicos, acusados de se terem recusado a ir ao Lar de Reguengos de Monsaraz quando dezenas de utentes precisavam de assistência clínica, o que valeu o epíteto de "cobardes", debitado por António Costa numa conversa privada com jornalistas do semanário "Expresso", após uma entrevista, e que foi vertido para as redes socais.

"Agradeço ao senhor bastonário [da Ordem dos Médicos] a oportunidade e a franqueza desta conversa. Espero que todos os mal-entendidos estejam esclarecidos. E fico particularmente reconhecido pela forma como aqui testemunhou, de forma inequívoca, o meu apreço e consideração pelos médicos portugueses e pelo trabalho que desenvolvem", acrescentou António Costa, tendo ao lado Miguel Guimarães.

"Temos de trabalhar mais em equipa para garantir a todos os cidadãos, seja os que residem nas suas casas, sejam os que residem nos lares ou em outro espaço, os melhores cuidados possíveis - e, para isso, nenhum de nós será pouco", acrescentou o primeiro-ministro.

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