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Covid-19

Ordem diz que enfermeiros estão a ser desviados dos hospitais para a vacinação

Ordem diz que enfermeiros estão a ser desviados dos hospitais para a vacinação

A Ordem dos Enfermeiros acusa a tutela de estar a mobilizar profissionais para a campanha de vacinação contra a covid-19 dentro do seu horário de trabalho. A medida, considera esta entidade, é "uma forma de não pagar horas extraordinárias".

Os enfermeiros dos hospitais e centros de saúde que pretenderem ajudar nas campanhas de vacinação terão de o fazer dentro do horário de trabalho, a tempo total ou parcial, deixando assim as funções que exercem nas instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A denúncia foi feita esta segunda-feira para Ordem dos Enfermeiros (OE) que, em comunicado, explica que os profissionais "que queiram participar, teriam de abandonar o seu local de trabalho, deslocando-se para os centros de vacinação, dentro do horário laboral, ao invés de irem em horário pós-laboral".

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A OE sublinha que "estão em falta 11,5 milhões de consultas em centros de saúde, 26 milhões de atos de diagnóstico, 126 mil cirurgias e 400 mil rastreios oncológicos (dados do Portal da Transparência)" acusando o Governo de querer retirar "enfermeiros de hospitais e outras instituições de saúde, onde são essenciais para a saúde dos portugueses".

"Ao mesmo tempo, encontrou uma forma de não pagar horas extraordinárias", lê-se no documento. Em declarações ao JN, a bastonária da OE, Ana Rita Cavaco, acusa a medida de servir para "poupar trocos", e de contrariar o que foi pedido inicialmente aos enfermeiros, numa altura em que o país tem inoculações suficientes para acelerar a vacinação.

Dispensa de contratados

A responsável lembra que as instituições de saúde não têm "profissionais suficientes" que lhes permita prescindir de alguns destes no seu horário laboral. Além disso, frisa, há muitas entidades que estão a dispensar enfermeiros contratados para o combate à pandemia, ficando assim ainda mais carenciadas de enfermeiros.

A Ordem afirma ainda que a orientação "contraria completamente o que foi pedido a estes profissionais" e lembra que entregou à tutela "uma lista de quase nove mil enfermeiros que declararam estar disponíveis para participar na campanha de vacinação, fora do respetivo horário laboral" e também dos que se encontravam desempregados, podendo ser contratados a tempo inteiro.

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