Saúde

Ordem dos Médicos pede prorrogação do prazo para usar receitas manuais

Ordem dos Médicos pede prorrogação do prazo para usar receitas manuais

Há médicos "impedidos de continuar a sua atividade" devido à não renovação da portaria que permite a continuação da prescrição de receitas manuais. A denúncia foi feita esta quarta-feira pela Ordem dos Médicos, que garante já ter alertado o Ministério da Saúde para o problema.

Em causa está o fim do prazo para o uso de receitas manuais, que terminou em dezembro do ano passado e foi alargado até ao final de junho deste ano. Bastonário pede prorrogação do prazo.

"O período expirou e continuamos a precisar da sua prorrogação. Em muitos países europeus a receita manual ainda é dominante, pelo que não entendemos a pressa que existe de querermos liderar uma área à custa de deixar pessoas para trás", referiu o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães.

Para Miguel Guimarães, numa altura em que "o acesso à saúde tem tido tantos entraves", é "desnecessário que uma barreira administrativa coloque mais dificuldades a quem precisa dos seus médicos". Até porque "o número de médicos que prescreve manualmente os medicamentos de que os doentes necessitam é cada vez mais residual".

"Trata-se de um pequeno número de médicos, na casa das centenas, que, sobretudo por razões relacionadas com a idade, têm dificuldades de adaptação aos meios informáticos. Os médicos têm dado inúmeras provas de adesão às novas tecnologias e equipamentos. Portugal lidera, por isso, processos de desmaterialização das receitas. Na pandemia aderimos sempre aos sistemas criados, mesmo com as suas limitações e imperfeições. Por isso, não podemos compreender e aceitar que não se mantenha uma exceção para quem deu tanto a este país e ao nosso sistema de saúde e que quer continuar a dar", referiu o bastonário da Ordem dos Médicos.

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