Exclusivo

Os agronegócios que resistem no Parque da Peneda-Gerês

Os agronegócios que resistem no Parque da Peneda-Gerês

O abandono e envelhecimento da população do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) é uma realidade incontornável, e quem ali quer viver e investir tem de lidar com uma malha apertada de entraves inerentes à gestão do território como área protegida. Ainda assim, há quem teime em permanecer, fazer vida e produzir por vezes de forma obstinada, aproveitado as potencialidades da serra.

Mel, fumeiro, produção animal, fruticultura e ervas medicinais e aromáticas são alguns dos produtos que vingam "num contexto difícil", como refere Ana Paula Vale, coordenadora do RevitAgri-PNPG. Um projeto que recentemente fez o levantamento das empresas do setor agroalimentar em atividade no parque. E constatou a necessidade de "um modelo de gestão aproximado aos produtores". "Percebe-se que tenha de haver regras, mas tem algum consenso entre essas regras e a produção", afirma Ana Paula Vale.

O RevitAgri apostou também na divulgação de exemplos inspiradores de sucesso em áreas protegidas no estrangeiro, para promover a esperança em relação ao PNPG. "Temos um potencial incrível no parque e pode melhorar, se as pessoas se sentarem à mesa e perceberem que é possível construir caminho. O objetivo do nosso projeto foi inquietar, provar aos produtores, aos gestores e aos políticos da região que é possível fazer mais e melhor", apelando à "capacidade de resiliência" e união dos empresários locais.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG