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Os cenários para o regresso às aulas em Portugal e na Europa

Os cenários para o regresso às aulas em Portugal e na Europa

Em Portugal, deverá ser feito por níveis de ensino ou faixas etárias.

Como será o regresso às escolas?

Diversos cenários estão a ser equacionados mas, pela mensagem transmitida pelos peritos em Saúde Pública na terça-feira, no Infarmed, o regresso dos alunos às escolas deve ser feito por níveis de ensino ou faixas etárias. E acontecerá sempre de forma gradual, progressiva e até pode variar entre regiões. Isto é, em algumas zonas, o retorno às aulas presenciais pode ser equacionado mais cedo.

Os alunos mais novos devem voltar primeiro?

As crianças até aos 12 anos têm revelado taxas de infeção inferiores, mas pode ser mais difícil controlar o afastamento social entre os mais pequenos. Depois, mais de metade das educadoras de infância têm mais de 50 anos. Os peritos estimaram que um retorno às escolas pelo grupo dos mais novos podia resultar num regresso à vida ativa de mais de um milhão de pessoas.

Que razões para dar prioridade ao Secundário?

Se o regresso começar pelo Secundário, resolve-se o impasse com os exames e o acesso ao Ensino Superior. É a principal vantagem. Os alunos entre os 15 e 18 anos cumprirão mais facilmente regras de afastamento. Quase metade dos professores têm mais de 50 anos. E os pais também são naturalmente mais velhos. Neste caso, a previsão aponta para um retorno às ruas de cerca de 450 mil pessoas.

Quando devem realizar-se os exames?

No calendário atual, as aulas para os que fazem exames (9.º, 11.º e 12.º) terminam a 4 de junho. A primeira fase está agendada para entre 15 de junho e 7 de julho. E a segunda, entre 20 e 27 de julho. O decreto que regula o estado de emergência permite ao Governo mudar o calendário de aulas e provas. Os diretores defendem a suspensão dos exames do 9.º e o adiamento para setembro dos do Secundário.

Como devem ser dadas as notas no 3.º período?

É uma das dúvidas por esclarecer. O Conselho das Escolas e as associações de diretores defendem que a avaliação do 3.º período seja formativa (contínua, não por testes) e que não possa descer relativamente às notas dadas no 2.º período. Ou seja, os alunos podem subir mas não baixar as classificações no regime de ensino à distância.

Quando arranca a (nova) Telescola?

O Ministério da Educação ainda não divulgou a data oficial. As aulas deviam recomeçar dia 14 e Tiago Brandão Rodrigues prometeu que as transmissões na RTP Memória para os alunos do 1.º ao 9.º ano começariam nos primeiros dias do 3.º período.

DINAMARCA E NORUEGA COM MAIS PRESSA

Na Europa, o regresso às escolas deverá ser feito a velocidades diferentes. Na Dinamarca, creches, jardins de infância e estabelecimentos do Ensino Básico reabrem depois da Páscoa, enquanto a Noruega terá todas abertas no dia 27 e a Áustria aponta para meados de maio.

Retomar a "normalidade" ou manter as medidas contra a propagação da Covid-19 é tema sensível e a Comissão Europeia suspendeu ontem a intenção de dar orientações para o seu levantamento progressivo.

A questão é "muito delicada" e o colégio de comissários fez um "debate de orientação", adiando as i ndicações depois de consultar os 27 estados-membros e de "refletir", segundo o porta-voz da CE, Eric Mamer. "O colégio constatou que um roteiro bem-sucedido teria de ter em conta diferentes variáveis que reflitam a velocidade da propagação do vírus, a capacidade dos sistemas de saúde e a capacidade de monitorizar adequadamente a situação", explicou.

Confinamento e mercado

As orientações terão de "relacionar o confinamento com o funcionamento do mercado único e a necessidade de informação e coordenação entre os membros quando levantarem as medidas de restrição, por estarem em diferentes etapas do combate à pandemia".

Áustria, Dinamarca e República Checa já anunciaram a intenção de levantar gradualmente as restrições impostas, face ao que os seus governos consideram ser um abrandamento da propagação do vírus.

Para a Comissão, "é extremamente importante" disponibilizar as diretrizes "no momento oportuno, para orientar os estados-membros que sentem que chegou a altura de começarem a levantar medidas restritivas". Mas não quer "dar um sinal de que as medidas de confinamento devem ser levantadas. É por definição um assunto delicado".

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