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Os dez principais desafios de Montenegro para um mandato de dois anos

Os dez principais desafios de Montenegro para um mandato de dois anos

O presidente do PSD, Luís Montenegro assegurou que está preparado para "fazer aquilo que tem que ser feito" para que o PSD volte a ser Governo e disse sair do congresso do Porto "motivadíssimo". Com uma Direção renovada e uma Comissão Política Nacional eleita por 91,6% dos votos, eis aqui alguns desafios dos mais imediatos aos de médio e longo prazo.

Moção de censura

Votar ao lado do Chega ou não se opôr ao Governo

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É o desafio mais imediato, o do posicionamento face à moção de censura que o Chega quer agendar para esta semana: votar favoralmente ou não sancionar o Governo, abstendo-se. Uma decisão que poderá levar Montenegro a antecipar a reunião da bancada de quinta-feira e onde vai marcar presença.

Relação com Chega

Evitar que Ventura conduza o caminho da oposição

Ao longo do mandato, Luís Montenegro vai ser confrontado com mais situações provocadas pelo Chega. O novo líder do PSD tem de ser capaz de gerir todas as "ratoeiras", sem ser associado ao populismo e sem perder o título de maior partido da oposição.

Abrir o partido

Renovar a imagem, mudar regras e produzir ideias

Luís Montenegro tem que renovar a imagem do partido, a sua forma de trabalhar e de comunicar. Para tal, vai criar um movimento para fazer o programa de Governo, a Academia de Formação Política e transformar o Conselho Estratégico num laboratório de produção de ideias. Também quer alterar o modelo de eleição do líder.

Manter a união

Conseguir pôr sempre todos a falar juntos contra o PS

O líder do PSD teve durante o 40.º congresso sinais de forte unidade interna. Mas não chega. Tem que conseguir, durante o mandato, manter todo o partido a apontar baterias contra o PS.

Fazer oposição

Responder a Costa estando fora do Parlamento

Montenegro vai andar pelo país - uma semana por mês em cada distrito - a falar diretamente com os portugueses e estará no seu gabinete no Parlamento. Isso permitir-lhe-á reagir, de imediato, a ataques vindos do plenário. Mas não entrar em diálogo, nem ter destaque na primeira fila. Essa função estará entregue ao futuro novo líder parlamentar, Joaquim Miranda Sarmento.

Decidir aeroporto

Conseguir um acordo com Costa sobre a localização

Vai ser o primeiro tema quando se sentar à mesa com o primeiro-ministro. António Costa não esclareceu se a solução contida no despacho será a proposta. Nem o PSD se a aceita.

Descentralização

Garantir que reforma feita com Rui Rio é cumprida

Assumiu como seu o acordo celebrado entre o PS e Rui Rio sobre a descentralização. Mas disse que o atual processo é "um logro" e exige um adequado envelope financeiro para as autarquias.

Regionais

Manter Governo e uma maioria do PSD na Madeira

As regionais da Madeira são já no próximo ano e o PSD tem vindo a descer: passou de 44,35% em 2015 para 39,42%, em 2019, enquanto o PS subiu de 11,43% para 35,76.

Europeias

Forçado a ganhar para ter um impulso vitorioso

As europeias de 2024 são na reta final do seu mandato e Montenegro tem que mostrar ser capaz de ganhar eleições nacionais. Em maio de 2019, o PSD passou de 27,7% (sete eleitos) para 21,94% (seis eleitos).

Renovar mandato

Ser reeleito e evitar ser um líder de transição

Tem dois anos para se afirmar como alguém com perfil para primeiro-ministro ou corre o risco de ser um líder de transição num partido que ovaciona o autarca Carlos Moedas.

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