Presidência da UE

Os três objetivos de Costa em Bruxelas até ao fim do mês

Os três objetivos de Costa em Bruxelas até ao fim do mês

O primeiro-ministro assumiu, esta sexta-feira, em Bruxelas que ainda há três objetivos "muito importantes" que a presidência portuguesa quer alcançar nos últimos dias, o primeiro dos quais o acordo sobre a reforma da Política Agrícola Comum (PAC).

Em declarações à imprensa depois de participar no último Conselho Europeu do semestre português, no qual apresentou aos seus homólogos um relatório de balanço da presidência portuguesa do Conselho da UE, Costa, reiterando a satisfação com os resultados obtidos, e notando que foi também essa a apreciação feita pela generalidade dos líderes europeus, apontou que "ainda falta uma semana" e trabalho por completar.

"Há três coisas pelo menos que ainda estão em aberto que eu acho muito importantes e que vão acontecer. E uma é o trílogo que ainda está a decorrer neste momento para fecharmos a reforma da PAC", declarou.

Costa confirmou que na quinta-feira foram ultrapassados "os principais pontos de dificuldade" nas negociações com Parlamento Europeu e Comissão, pelo que a presidência portuguesa espera "alcançar este resultado", seja hoje, no sábado, ou no início da próxima semana, quando se realiza um Conselho de ministros da Agricultura, no Luxemburgo.

Por outro lado, prosseguiu, a presidência portuguesa obteve um mandato dos Estados-membros para tentar fechar com o Parlamento Europeu a "criação da Agência Europeia para o Asilo", uma "peça fundamental para a política de asilo", e também neste caso disse ter esperança num acordo político até dia 30.

"E temos finalmente, a coroar a nossa presidência, a cimeira da recuperação, que vai lançar as bases do debate sobre o futuro da governação económica da Europa", afirmou, reportando-se ao evento agendado precisamente para o último dia da presidência, quarta-feira, em Lisboa.

Costa admitiu que gostou de ouvir os elogios dos seus homólogos e dos líderes das instituições, como a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, que considerou a presidência portuguesa "incrivelmente bem sucedida".

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"Não somos os melhores julgadores de nos próprios. Fico obviamente confortado que todos os meus colegas no Conselho e também os presidentes das instituições tenham feito uma apreciação francamente positiva da presidência portuguesa", comentou.

A presidência portuguesa do Conselho da UE termina no dia 30 de junho e o lugar passa a ser ocupado até final do ano pela Eslovénia.

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