Saúde

Os Verdes querem comparticipação para vacina do HPV

Os Verdes querem comparticipação para vacina do HPV

O Partido Ecologista Os Verdes quer que a vacina contra infeções por Vírus do Papiloma Humano (HPV) seja comparticipada para os casos que não estão abrangidos pelo Programa Nacional de Vacinação e por indicação médica.

A medida, que consta de um projeto de resolução agora apresentado ao Governo, ajudaria a "contribuir para que, dentro de poucos anos, o cancro do colo do útero tenha uma incidência residual".

Desde 2008 que a vacina integra o Programa Nacional de Vacinação para raparigas (no ano passado começou também para os rapazes), mas as mulheres nascidas antes de 1992 não estão abrangidas. Se estas mulheres a quiserem tomar e, desta forma, prevenir o cancro do colo do útero, têm de suportar o custo, que oscila entre 70 e 140 euros para cada uma das três doses necessárias.

De acordo com a Associação Nacional de Farmácias, em 2020 registou-se uma quebra de 5,8% na venda daquelas vacinas, o que representa menos 2.010 unidades. Daniel Pereira da Silva, ex-diretor do serviço de ginecologia do IPO de Coimbra, atribui a situação às dificuldades das famílias provocadas pela pandemia.

A infeção por HPV é responsável pelo cancro do colo do útero e vários tipos deste vírus podem ser prevenidos através da vacinação. Em Portugal, estima-se que cerca de 19,4% das mulheres entre os 18 e os 64 anos possam estar infetadas por um ou mais tipos de HPV. Metade da população sexualmente ativa entrará em contacto com estes vírus ao longo da vida.

A maioria das infeções regride espontaneamente, mas 3 a 4% evoluirão para lesões intraepiteliais e uma pequena percentagem avançará para cancro invasivo.

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Segundo Os Verdes, a medida segue as orientações de vários organismos nacionais e também da Agência Europeia do Medicamento, que "recomendam a vacina a todas as mulheres até aos 45 anos, com base em estudos que comprovam a eficácia deste produto na imunidade de mulheres maduras".

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