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OVO propõe centros de partos para gravidez de baixo risco

OVO propõe centros de partos para gravidez de baixo risco

O Observatório de Violência Obstétrica (OVO) em Portugal propõe a criação de um sistema integrado que assista grávidas de baixo risco, não apenas durante o processo de gravidez, mas também durante o parto. Este modelo, recomendado pela Organização Mundial de Saúde, promove uma experiência de parto positiva e facilita o descongestionamento nas urgências do Serviço Nacional de Saúde.

De acordo com o OVO, a implementação de um sistema com locais de apoio a grávidas de baixo risco libertaria os médicos obstetras para acompanhar gravidezes e partos de alto risco em ambiente hospitalar.

Esse método, que permite que a mulher no "parto e pós parto seja acompanhada da melhor forma para si e para o seu bebé, de acordo com as evidências científicas e com as recomendações da Organização Mundial de Saúde", evita, ainda, a ocorrência de atos de violência obstétrica e diminui a realização de más práticas.

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Cuidados especializados

Estes partos de baixo risco, a ser realizados em unidades próprias, devem ser acompanhados por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica. O OVO defende que estas unidades, a ser implementadas, respeitem as Normas para Unidades de Cuidados na Maternidade, "de modo a que sejam assegurados todos os cuidados para a mulher e para o bebé".

Estes profissionais têm as suas competências reconhecidas pela Directiva n.º 2005/36/CE de 7 de Setembro, transposta pela Lei n.º9/2009, de 4 de Março, e pelo Regulamento n.º 391/2019, de 3 de Maio.

Em comunicado, o observatório explica que, "desta forma, teremos os melhores profissionais a desempenharem funções de acordo com as suas competências e valências", certo de que será "um grande avanço para que todas as mulheres tenham uma experiência de parto positiva".

No entanto, alerta para o problema que as terminologias podem suscitar. A Organização Mundial de Saúde adota a terminologia "birth centers" que, no entender do observatório, pode ter diversas variações. Por isso, propõe que estes centros, a ser implementados, se chamem apenas "Centros de Parto".

O observatório colocou-se à disposição para dialogar com qualquer organismo público, no sentido da implementação desta proposta.

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