Canonização

Padre Cruz está cada vez mais perto dos altares

Padre Cruz está cada vez mais perto dos altares

Processo português para a canonização do jesuíta foi encerrado. Dossiê ruma agora ao Vaticano para ser analisado com vista à beatificação

Encerra esta quinta-feira, formalmente, o processo português para a canonização de Francisco Rodrigues da Cruz, o Padre Cruz como é conhecido pelos devotos que o querem ver canonizado e nos altares. Setenta e nove anos depois de ter sido iniciado, vai agora ser enviado para o Vaticano o processo de canonização do sacerdote que nasceu em 1859, em Alcochete, e morreu em 1948, em Lisboa.

A parte do processo que podia ser feita em Portugal está concluída e será entregue na Santa Sé, na Congregação para as Causas dos Santos onde será analisado com vista à beatificação e posterior canonização do sacerdote jesuíta. Um processo que poderá demorar vários anos. O encerramento do processo em Portugal decorre, esta tarde, com a celebração de uma missa, pelo Cardeal Patriarca, às 15h00, na igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa.

Para que Francisco Rodrigues da Cruz, o Padre Cruz, seja santo "falta apenas a confirmação de um milagre", disse ao JN o padre Dário Pedroso, vice-postulador da causa, afirmado que a devoção ao padre português "transcende fronteiras e estende-se a países como as Filipinas e o Canadá".

Sem milagres que lhe estejam atribuídos e confirmados, caberá à Causa dos Santos analisar, ao pormenor, a vida do Padre Cruz, o sacerdote que dedicou a vida aos pobres, aos presos e aos doentes. "Ao longo de décadas, o padre Cruz percorreu o país, indo ao encontro de todos os que buscavam a sua ajuda.

Confessava, orientava espiritualmente, celebrava sacramentos e visitava os mais pobres e frágeis", refere, em comunicado, a Província Portuguesa da Companhia de Jesus. Manuel Clemente entende que o Padre Cruz foi pioneiro na "nova evangelização" ao "pôr os pobres no centro".

"Se o Papa Francisco tiver acesso direto a estas informações que lhe são oferecidas no processo diocesano sobre a vida do Padre Cruz, se reconhecerá muito nele. Não só por serem jesuítas mas também pela coincidência entre a maneira de viver e propor o evangelho", afirmou o Cardeal Patriarca.

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O processo de canonização do Padre Cruz teve início a 10 de março de 1951 e a fase diocesana decorreu até 18 setembro de 1965, data em que foi entregue na Sagrada Congregação para a Causa dos Santos Cópia Pública dos três processos.

Do Vaticano, ao longo dos anos, foram sendo pedidos novos elementos e, a 12 de setembro de 2009, o Cardeal-Patriarca D. José Policarpo nomeou um novo Tribunal e Comissão Histórica para dar seguimento ao processo. Entre março e maio de 2011 foram ouvidos os testemunhos sobre "as virtudes heroicas do Servo de Deus" e a Comissão Histórica (nomeada a 11 dezembro de 2018 pelo Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente), entregou, no dia 1 de outubro de 2019, os documentos e a sua análise crítica

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