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Padres sem mãos a medir para funerais e tanta solidão

Padres sem mãos a medir para funerais e tanta solidão

Entre o Porto e Terras do Bouro, pouco muda nas paróquias: há medo de sair de casa, procura-se dar conforto pelo telemóvel e ajuda para pagar as contas.

Mais mortes, mais pobreza, mais solidão e menos ofertas são os pontos que unem as paróquias pequenas ou grandes, rurais ou urbanas, mais jovens ou mais envelhecidas.

"Desde há um ano que aumentaram os funerais, aumentou a pobreza e diminui o entusiasmo das pessoas", disse ao JN o padre Fernando Milheiro, 74 anos, pároco de Campanhã, Azevedo e Senhora do Calvário, no Porto. Em Terras do Bouro, nas seis paróquias a cargo do padre Almerindo Martins, 42 anos, "há muito medo no ar". Os cerca de 1300 paroquianos de Souto, Balança, Paçô, Ribeira, Santa Isabel do Monte e Valbom assistem à missa online mas, já antes do segundo confinamento, poucos saíam de casa.

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