Saúde

Pais de Matilde já contactaram vinte crianças para apoiar com donativos

Pais de Matilde já contactaram vinte crianças para apoiar com donativos

Cerca de vinte crianças portadoras de doenças raras já foram contactas pelos pais da bebé Matilde para recebem, durante um ano, o pagamento total de todas as terapias bem como de todos os equipamentos que necessitem.

Depois das múltiplas terapias indicadas para cada criança assim como carrinhos de transporte, cadeiras de alimentação e para o automóvel, entre outros, em setembro, vão começar a ser analisadas as propostas de algumas famílias para a realização de obras em casa.

"A minha casa tem muitas escadas e não está preparada para o Simão. Precisamos de fazer obras, colocar um elevador e tornar a casa confortável e apta para que viva nela um menino com Atrofia Espinhal Muscular (AME)", disse, ao JN, Cátia Almeida, mãe de Simão que, juntamente com a Matilde, a Natália, a Noa, a Inês, o Miguel, o João e dois Afonsos compõem o grupo dos nove portadores de AME e que estão a ser medicados com Spinraza.

Os mais de dois milhões e meio de euros doados à Matilde, de três meses, para adquirir o medicamento para a AME, Tipo 1, estão a pagar terapias e equipamentos a crianças cujas famílias não esperavam vir a beneficiar de ajuda. É o caso de Santiago e Mateus, dois meninos com doenças raras e para as quais não há qualquer tipo de medicação.

Nestes casos, como as crianças não sofrem de AME, foi uma surpresa para os pais a ajuda inesperada. "Recebemos uma mensagem da mãe da Matilde, a oferecer ajuda e ficamos radiantes porque não conhecemos a família e, mesmo assim, demonstraram vontade de nos auxiliar", frisou a mãe de Santiago, com seis anos.

Para além das terapias que o menino necessita, já está encomendada uma cadeira de transporte adaptada às necessidades e à idade de Santiago. Entre os portadores de AME, as ajudas também estão em curso. "Estamos a usar uma cadeirinha para o carro e estamos à espera de orçamentos para outros equipamentos e para as terapias", disse Andrea Silva, mãe de Natália. "Estamos muito gratos pela ajuda. Sabemos que a Noa vai precisar de apoio para a toda a vida mas pode ser que, depois de um ano de auxilio, a ajuda continue", frisou Vânia Feteira.

Os pais da Matilde e administradores da verba angariada na campanha para a compra do medicamento, não estiveram disponíveis para falar com o JN mas vão comunicando e anunciando novidades sobre a saúde da filha e sobre os apoios concedidos na página do Facebook que criaram para a filha.

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