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País pode ter de reduzir consumo de gás em 7% para ajudar a Europa

País pode ter de reduzir consumo de gás em 7% para ajudar a Europa

Portugal vai mesmo ter de reduzir o consumo de gás natural nos próximos oito meses, mas conseguiu condições que atenuam a dimensão do corte. O acordo, alcançado esta terça-feira, para que os estados-membros da União Europeia reduzam o consumo de gás em 15%, só será aplicado "de forma parcial" a Portugal, informou o ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro. Assim, por ter fracas interconexões com o resto da Europa, o país não deverá sofrer um corte de mais de 7%, referiu o governante.

Embora a diminuição comece a ser feita de forma voluntária, a Comissão Europeia poderá vir a torná-la obrigatória. Ainda assim, o acordo, aprovado em Bruxelas, passou a ter em conta "a situação geográfica ou física" dos estados-membros, possibilitando que estes solicitem um tratamento excecional caso tenham "interconexões limitadas" com outros países da União e, também, para proteger a sua indústria ou produção de energia elétrica.

Duarte Cordeiro enalteceu a "compreensão" da Comissão, que possibilita que Portugal seja apenas sujeito a uma "aplicação parcial" do regulamento. Desta forma, disse estarem garantidos os meios para responder à "chantagem" russa com a "solidariedade" da União Europeia. Questionado sobre qual será a percentagem exigida caso a redução do consumo de gás se torne obrigatória, o ministro esclareceu que Portugal integra o grupo de países "que poderão, por terem fracas interconexões, ver a sua meta reduzida em oito pontos percentuais face ao objetivo inicialmente definido". Ou seja, o corte poderá ir até aos 7%.

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