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Pais pressionam médicos a receitar calmantes aos filhos

Pais pressionam médicos a receitar calmantes aos filhos

A venda de medicamentos com substância ativa metilfenidato, conhecida por ritalina, voltou a aumentar.

A subida no número de unidades dispensadas em farmácia sucede a uma fase de quebra, registada desde 2015, ano em que soou o alarme para o elevado consumo do "comprimido da concentração" por crianças em Portugal. Profissionais da área da saúde e da educação admitem que há pressão junto dos médicos para a prescrição. O consumo cai durante os meses de férias escolares (ver infografia).

Em nove anos, a prescrição terá crescido para mais do dobro, indica a consultora IQVIA: de 133 mil unidades, em 2010, para 288 mil, em 2018. Após 2015, registou-se uma quebra até 2017 (287 mil unidades). No último ano, porém, a venda subiu: 288 mil unidades.