Política

PAN aceita estado de emergência mas não quer proibição das feiras

PAN aceita estado de emergência mas não quer proibição das feiras

O porta-voz do PAN disse acompanhar "genericamente" os argumentos usados pelo Governo para pedir a declaração do estado de emergência. No entanto, André Silva defendeu que as feiras e mercados não sejam proibidos e disse que não se pode "coartar" a atividade dos candidatos às eleições presidenciais.

"Genericamente, acompanhamos o sentido do documento entregue pelo senhor primeiro-ministro que visa decretar o estado de emergência. Temos noção do que são as condições epidemiológicas e o contexto sanitário e, naturalmente, é importante que se tomem novas medidas", afirmou André Silva, no final de uma audiência com o presidente da República.

O deputado não quis, contudo, comprometer-se com o sentido de voto do partido, dizendo querer esperar pelo conteúdo concreto do decreto que Marcelo Rebelo de Sousa enviará à Assembleia da República no caso de entender decretar o estado de emergência.

André Silva pediu, no entanto, que a proibição das feiras e mercados seja revertida. Para o deputado, essa regra dá a "sensação" de que os hipermercados saem beneficiados. "Havendo um esforço, e possível criar condições para que a atividade comercial em feiras e mercados de desenvolva com toda a segurança".

O líder do PAN também disse que o estado de emergência "não pode coartar ou restringir a atividade normal dos candidatos" às presidenciais de janeiro, nomeadamente na recolha de assinaturas ou nas várias atividades desenvolvidas. O PAN, recorde-se, apoia a candidatura de Ana Gomes.

André Silva deu ainda conta da necessidade de o Governo apoiar as empresas e reforçar os transportes públicos. O presidente da República continua, esta segunda-feira, a ouvir os partidos sobre a possibilidade da imposição do estado de emergência.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG