Queixa-crime

PAN acusa ex-deputada Cristina Rodrigues de invadir e apagar emails

PAN acusa ex-deputada Cristina Rodrigues de invadir e apagar emails

O PAN acusa a sua anterior deputada e atual deputada não inscrita Cristina Rodrigues de eliminação "sistemática e maciça de correspondência", resultando em perdas de trabalho desenvolvido por este partido ao longo de quatro anos. O partido fez saber esta sexta-feira que apresentou uma queixa em agosto de 2020 contra desconhecidos. Cristina Rodrigues já recebeu o pedido do levantamento da imunidade parlamentar, ao qual deu parecer positivo, mas garante que vai processar o PAN por denúncia caluniosa.

O caso remonta a 24 de junho de 2020 quando o partido se apercebeu que alguém teria acedido "ilegitimamente" ao correio eletrónico da secretaria de ação jurídica do PAN, tendo sido confrontado com uma eliminação "sistemática e maciça de correspondência".

Na sequência desse acontecimento, o PAN decidiu apresentar uma queixa-crime contra desconhecidos devido à suspeita de "interferência informática deletéria" nas suas contas de correio eletrónico, de que resultou um "apagão informático" de comunicações eletrónicas enviadas e recebidas até 25 de junho do ano passado. Segundo um comunicado enviado esta sexta-feira À imprensa, ocorreu uma perda de informação "sensível e relevante"

Do inquérito interno levado a cabo, o PAN diz que "ao que tudo indica" é possível apontar a origem das "interferências ilegítimas no correio eletrónico do PAN e a autoria dos atos de sabotagem informática" à deputada não inscrita Cristina Rodrigues, ex-deputada do PAN, e outros.

De acordo com o comunicado, as interferências no e-mail podem ter sido feitas através dos computadores do Parlamento, pelo que o partido pediu "aos serviços da Assembleia da República que fossem fornecidos aos autos de inquérito elementos de prova, cujo acesso dependia exclusivamente da colaboração deste órgão de soberania".

Por e-mail, Cristina Rodrigues, que abandonou o partido no ano passado em discordância com a direção de André Silva, adiantou que não foi ainda ouvida nos autos e "nega as acusações graves e atentatórias da sua honra patentes no comunicado enviado pelo Partido PAN, podendo também estar aqui em causa a prática de um crime de denúncia caluniosa, previsto e punido pelo artigo 365º do Código Penal".

Cristina Rodrigues associa ainda o comunicado do PAN ao facto de terem surgido "várias peças jornalísticas relativas ao envolvimento da Deputada Inês Sousa Real em várias empresas" e de a deputada não-inscrita as ter comentado, já que a queixa tem mais de um ano, sem que o partido tivesse dado conta da sua existência. "Coincidentemente, nos últimos dias têm surgido publicações falsas em nome da Deputada Cristina Rodrigues em diversas redes sociais, onde são feitas referências ao Partido PAN, situação que também será comunicada ao Ministério Público", sublinha o comunicado enviado esta tarde às redações.

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