Banco de Portugal

PAN admite ceder ao PSD para travar Centeno

PAN admite ceder ao PSD para travar Centeno

O PAN está disposto a alterar o projeto de lei que visa travar a passagem direta de Mário Centeno da pasta das Finanças para governador do Banco de Portugal (BdP) e conseguir, assim, o apoio do PSD. André Silva, líder do partido, confia que a lei possa entrar em vigor antes de o ex-ministro assumir funções.

O diploma em apreciação na especialidade propõe fixar um período de nojo de cinco anos entre funções, mas Rui Rio, líder do PSD, já disse que uma proibição tão longa seria "um exagero".

André Silva, líder do PAN, assegura que o partido está aberto a reduzir o prazo. No entanto, os acertos serão feitos em contra-relógio, uma vez que o mandato de Carlos Costa, atual governador do BdP, termina a 7 de julho.

André Silva afirma que é "evidente" que o PAN aceita fazer cedências. Ao JN, garante que os partidos, "nomeadamente PSD e CDS", continuam interessados em travar Centeno, acrescentando que a redução do período de nojo de cinco para três anos deverá ser uma das propostas em cima da mesa.

Ainda assim, o deputado considera essa uma solução "significativamente melhor e mais eficaz para impedir a dança de cadeiras do que a situação atual".

"Um frete ao governo"

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O PAN tinha pedido urgência à comissão de Orçamento e Finanças, de modo a fazer a votação final em plenário na próxima quarta-feira; contudo, André Silva diz que o prazo "foi obstaculizado" pelo PS. Afinal, quarta-feira será apenas o dia da votação em comissão, para uma eventual aprovação final até ao fim do mês.

O deputado garante que o atraso "não impede" a aprovação do diploma, mas acusa o socialista Filipe Neto Brandão, presidente da comissão, de não lhe ter respondido a um e-mail e de estar "a fazer um frete ao Governo". Na quarta-feira, conclui, os partidos vão decidir se dão ou não "a mão ao PS".

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