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"Linhas vermelhas"

Pandemia "muito elevada" mantém pressão crescente nos hospitais 

Pandemia "muito elevada" mantém pressão crescente nos hospitais 

A taxa de incidência continua a subir em todas as regiões e grupos etários. O relatório de monitorização às linhas vermelhas, da Direção Geral de Saúde (DGS) e Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) alerta que é "expectável um aumento da pressão sobre todo o sistema de saúde e na mortalidade", recomendando a manutenção de todas as medidas de proteção individual e a "intensificação" da vacinação de reforço.

"A análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de intensidade muito elevada, com tendência crescente a nível nacional. A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são elevados", lê-se no relatório. A variante ómicron tem uma prevalência estimada de 93.2% a 10 de janeiro.

A incidência cumulativa a 14 dias registada a 12 de janeiro foi de 4 036 casos por 100 mil habitantes em Portugal, "indicando uma intensidade muito elevada e com tendência fortemente crescente". Todas as regiões ultrapassaram o limiar de 960 casos por 100 mil habitantes. Lisboa e Vale do Tejo registou a taxa mais elevada: 4710 casos por 100 mil habitantes, mas foi no Norte que a incidência mais cresceu - 4218 casos por 100 mil habitantes, mais 58%.

A nível etário, a incidência cumulativa a 14 dias, também é crescente em todos os grupos. É na faixa entre os 20 e 29 anos que continua a taxa mais elevada (6 811 casos por 100 mil habitantes) mas todos os grupos ultrapassaram o limiar de 960 casos por 100 mil habitantes.

Estabilidade nos internamentos em UCI

A 12 de janeiro estavam internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) 162 doentes com covid-19. Este valor corresponde a 64% (na semana anterior foi 62%) do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas. Pelo que o número apresenta uma tendência estável (+3% em relação aos 7 dias anteriores). A região do Norte é aquela que apresenta maior ocupação em UCI, seguida das regiões do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.

Na testagem, a proporção de testes positivos foi de 14% (quase mais quatro pontos percentuais do que na semana anterior, em que se registou 10,6%). A percentagem também se encontra acima do limiar definido de 4,0% e com tendência crescente.

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O relatório sublinha ainda que o risco de morte nas pessoas com a vacinação completa contra foi, em dezembro, três a seis vezes menor em relação às não vacinadas ou sem o esquema completo.

Mortalidade aumenta 25% numa semana

O relatório indica ainda que a mortalidade por covid-19 aumentou 25% numa semana, estando agora nos 25,5 óbitos por um milhão de habitantes, valor acima do limiar definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças: "A 12 de janeiro, a mortalidade específica por covid-19 registou um valor de 25,5 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes, o que corresponde a um aumento de 25% relativamente ao último relatório".

Este valor da mortalidade pode indicar "uma inversão da tendência estável que se vinha a verificar, dado que se observa um aumento progressivo no número de óbitos diários na última semana".

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