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Parlamento e DGS reúnem para preparar sessão do 25 de Abril

Parlamento e DGS reúnem para preparar sessão do 25 de Abril

Os serviços da Assembleia da República e representantes da Direção-Geral de Saúde vão ter, esta segunda-feira, uma "reunião de trabalho" sobre a sessão solene do 25 de Abril,.

De acordo com o gabinete de Eduardo Ferro Rodrigues, será "uma reunião de trabalho entre serviços, na sequência dos vários contactos que tem havido" entre as duas entidades, dando seguimento "ao cumprimento das regras estabelecidas" no âmbito da pandemia de cCovid-19 na cerimónia do próximo sábado.

A notícia da reunião foi avançada, domingo, pela edição online do jornal "Público".

Domingo, na habitual conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus, a ministra da Saúde pediu aos portugueses um "rigoroso cumprimento" do confinamento, garantindo que as celebrações do 25 de Abril vão ter "regras" e não vão colocar em causa "o esforço coletivo" para controlar a Covid-19.

"Não há qualquer contradição entre este dever e a sinalização de determinados dias específicos da nossa vida coletiva, porque a faremos dentro destas regras", afirmou Marta Temido.

A ministra notou que uma coisa são as comemorações "tradicionais", com pessoas na rua, abraçadas, e outra será o que está previsto realizar-se para assinalar a data este ano, ainda a ser detalhado e programado.

"Podem as pessoas ficar tranquilas e descansadas. De forma nenhuma deixaremos que um dia ou um gesto coloquem em causa um esforço coletivo", assegurou.

Nos últimos dias tem-se intensificado a polémica à volta do tema, com duas petições online em sentido contrário: uma que pede o cancelamento da sessão solene no parlamento, lançada há vários dias, e que recolhia domingo à noite cerca de 89 mil assinaturas, enquanto outra que defende a celebração pela Assembleia da República, colocada online no sábado, contava com mais de de 19 mil subscritores, encabeçada por históricas figuras de esquerda como Manuel Alegre, Fernando Rosas e Domingos Abrantes.

No sábado, o líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, anunciou que não iria à sessão solene do 25 de Abril no parlamento, por a considerar "um péssimo exemplo para os portugueses", e o deputado único do Chega, André Ventura, escreveu ao presidente do parlamento, pedindo a Ferro Rodrigues que cancele a sessão, dizendo que esta "está a gerar um enorme sentimento de revolta e indignação no povo português".

Devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, a Assembleia da República decidiu na quarta-feira realizar a sessão solene do 25 de Abril no parlamento com um terço dos deputados (77 dos 230 parlamentares) e menos convidados, com o gabinete de Ferro Rodrigues a estimar que estejam presentes cerca de 130 pessoas, contra as 700 do ano passado.

A decisão da conferência de líderes teve o apoio da maioria dos partidos: PS, PSD, BE, PCP e Verdes. O PAN defendeu o recurso à videoconferência, a Iniciativa Liberal apenas um deputado por partido, enquanto o CDS-PP - que propôs uma mensagem do presidente da República ao país - e o Chega foram contra.

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