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Estado de emergência

Partidos reagem com prudência às medidas do Governo

Partidos reagem com prudência às medidas do Governo

Os partidos evitaram chocar de frente com o Governo depois de António Costa ter anunciado, esta quinta-feira, as medidas que vão vigorar durante o estado de emergência. Tanto nos partidos mais favoráveis à imposição deste período de exceção como naqueles que o olham com desconfiança, o estado de espírito reinante foi de expectativa e prudência. O PSD não reagiu às medidas.

À Esquerda, os partidos mostraram-se preocupados com a possível perda de direitos por parte de trabalhadores e famílias. O BE, que na quarta-feira votou a favor do estado de emergência, centrou as críticas na "enorme omissão" no que respeita às atividades económicas, dizendo que o Governo "nada apresenta para responder à enorme vaga de despedimentos que está a ocorrer" nas empresas.

Já o PCP - que se tinha abstido no voto - reafirmou o seu "distanciamento e reserva" relativamente ao estado de emergência, avisando contra os "ataques a direitos a partir de lógicas alarmistas" e reiterando que a hora é de "emergência" acima de tudo no reforço do SNS e na defesa de salários e direitos.

O PAN considerou as medidas "equilibradas e sensatas", embora tenha pedido mais atenção aos sem-abrigo. O PEV registou a "sensatez" do Governo ao ter implementado "o estritamente necessário". Joacine Katar Moreira afirmou que esta "não era a única alternativa" e criticou a não suspensão dos despedimentos e do corte de água, luz e gás às famílias.

Direita quer apoios ao comércio

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À Direita houve sobretudo desagrado com a alegada demora do Governo a aplicar algumas medidas. O CDS diz que o Executivo "perdeu tempo", embora reconheça que as decisões anunciadas "vão no sentido positivo". Também lembrou que as medidas de apoio ao comércio "ainda não se conhecem".

O Chega também se mostrou preocupado com esse setor, sublinhando que as medidas restritivas têm sido tomadas "de forma tardia". A Iniciativa Liberal, único partido de Direita a abster-se, reforçou que a imposição do estado de emergência é "extemporânea", mas considerou que "faltou coragem" ao Governo para agir no tempo certo.

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