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Passistas apoiam Rangel contra oposição "suave e passiva" de Rio

Passistas apoiam Rangel contra oposição "suave e passiva" de Rio

Um grupo de 31 personalidades do PSD, entre elas vários antigos ministros do Governo de Passos Coelho, assinou uma carta denunciando a oposição "suave e passiva" de Rui Rio ao Executivo. "Não temos dúvidas de que um líder como Paulo Rangel mudará este estado de coisas", escrevem.

O texto critica a linha de "colaboração sistemática com o PS" que, na opinião dos subscritores, marca a atual liderança social-democrata.

"Esta opção estratégica levou a que o PSD não se conseguisse diferenciar do PS e abriu espaço a novos partidos à direita do PSD", lê-se na missiva, assinada por nomes como Maria Luís Albuquerque, antiga ministra das Finanças, Paula Teixeira da Cruz, que ocupou a pasta da Justiça, ou Luís Filipe Pereira, antigo responsável máximo pela Saúde nos Governos de Durão Barroso e Santana Lopes.

O leque de signatários do artigo publicado no jornal "Público" deste domingo, com o título "PSD: abertura, alternativa e esperança", é dominado por figuras próximas do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

Além das já mencionadas, entre elas estão Teresa Morais, antiga ministra da Cultura e membro da direção do PSD no tempo de Passos, ou José Matos Correia, que integrou igualmente a direção laranja durante o mesmo período.

Destacam-se ainda os antigos secretários de Estado Berta Cabral e Jorge Barreto Xavier, ou Carlos Abreu Amorim, antigo deputado crítico de Rio.

Rangel é solução para "agregar" e vencer legislativas

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Os signatários elogiam a visão "aberta, cosmopolita e ambiciosa" de Paulo Rangel, bem como a sua "experiência nacional e europeia". O eurodeputado já deu "provas amplas de capacidade de fazer oposição e no talento de agregar, marcar a agenda e liderar politicamente", lê-se.

Assim, a missiva considera que o PSD tem duas opções: a primeira é "manter tudo como está", deixando Rio na liderança e condenando o partido a "esperar por mais um pântano ou bancarrota socialista" até conseguir governar.

A outra opção é "unir o PSD", animando uma "oposição ativa, firme e moderna que construirá a alternativa para vencer em 2023", consideram.

Os subscritores da carta imputam ao Governo do PS a "tomada do poder sem limites", o "silenciamento da sociedade civil", o "sacrifício fiscal das famílias" ou a destruição da Saúde e da Escola públicas.

"Diante de tantas políticas erradas, não se compreende que não tenha já emergido uma alternativa política forte de Centro e Centro-Direita à governação socialista", sustentam.

Na quinta-feira, o Conselho Nacional do PSD marcou as eleições internas do partido para o dia 4 de dezembro. Essa decisão constituiu a primeira vitória de Paulo Rangel enquanto candidato a líder, já que Rio pretendia que o partido apenas agendasse as diretas depois de se esclarecer se as negociações do Orçamento do Estado redundam ou não numa crise política e na marcação de eleições antecipadas.

Rui Rio, que lidera o partido desde 2018, ainda não anunciou se se recandidata.

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