Política

Passos cada vez mais pressionado para regressar

Passos cada vez mais pressionado para regressar

Saiu da liderança do PSD por causa de um resultado das autárquicas de 2017. Quatro anos depois, poderão ser outros resultados autárquicos a pressionar o regresso de Pedro Passos Coelho.

São cada vez mais as vozes internas que consideram que só Pedro Passos Coelho poderá unir o PSD e recolocar o partido no caminho rumo ao regresso ao poder. Esta quinta-feira, em entrevista ao Público, o autarca Carlos Carreiras reafirmou-o. Para já, o antigo primeiro-ministro vai gerindo aparições públicas. A próxima será dia 25.

Pedro Passos Coelho já liderou um Governo de "salvação nacional", conforme Rui Rio admitiu ao suceder ao antigo primeiro-ministro na liderança do PSD. E é isso que os críticos internos esperam que Passos Coelho volte a fazer, caso se agudize a crise económica, criada pela pandemia.

"Passos Coelho não é passado, é presente", afirmou Carlos Carreiras, em entrevista ao Público e à Rádio Renascença. Há uma semana, o autarca de Cascais admitira que gostaria de o ver regressar à liderança do PSD. O "timing" será precisamente depois das autárquicas, cujo resultado o líder Rui Rio já chamou para si a responsabilidade. "Não são vitais para o presidente do PSD, são vitais para o partido", disse, há uma semana, ao Observador.

As três condições de Passos

Mas um cenário de regresso de Passos Coelho não será fácil de concretizar, conforme os seus apoiantes admitem. Segundo fontes próximas do antigo primeiro-ministro, Passos Coelho dificilmente aceitará candidatar-se à liderança, caso Rui Rio não se demita. É que, o antecessor do atual presidente do PSD saiu garantindo que seria sempre um fator de unidade no partido.

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"Estou aqui como um soldado a contribuir para a união do nosso partido", prometeu Passos Coelho, ao passar o testemunho a Rio.

Acresce que Passos Coelho até se poderia sentir tentado a experimentar uma governação numa conjuntura diferente daquela em que geriu os destinos do país, ou seja, em crescimento económico. Mas o que se perspetiva é um agudizar da crise. Por outro lado, dificilmente o ex-líder do PSD se imaginaria a repetir uma situação como a das legislativas de 2015, em que não obteve maioria suficiente para aprovar o seu Governo.

Por isso, Passos Coelho vai gerindo com pinças as suas aparições públicas. A próxima será no dia 25, para falar sobre "os problemas que o país enfrenta na atual conjuntura", na escola de gestão INSEAD. Na última presença pública, a 18 de dezembro passado, o ex-líder do PSD defendeu o seu legado e atacou a "inação, o "passa-culpas" e os "populismos" do atual Governo socialista, galvanizando as hostes sociais-democratas.

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