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Passos Coelho acusa Sócrates de só pensar em culpar o PSD

Passos Coelho acusa Sócrates de só pensar em culpar o PSD

Pedro Passos Coelho acusou o primeiro-ministro, José Sócrates, de ter como única preocupação culpar o PSD "por tudo o que de mau acontece no país" e rejeitou responsabilidades, remetendo-as para o Governo do PS.

"O país inteiro sabe que, nesta altura, o Governo só tem uma estratégia, que é querer responsabilizar o PSD por tudo o que de mau acontece em Portugal", declarou Pedro Passos Coelho, em conferência de imprensa, na sede nacional dos sociais democratas, em Lisboa.

"Todos os portugueses já perceberam que a única preocupação do primeiro-ministro é dizer que, se não houver dinheiro, a culpa é do PSD, se os mercados não confiarem, a culpa é do PSD, se porventura algum desastre económico acontecer em Portugal, é culpa do PSD", frisou. "Ora, o PSD não está a governar", acrescentou.

O presidente do PSD referiu depois que "este primeiro-ministro é primeiro-ministro há seis anos, mas tem responsabilidades de Governo em Portugal há 16 anos".

"Eu nunca estive no Governo. Portanto, qualquer português hoje percebe que, se a verdade da situação portuguesa é menos desagradável do que desejaríamos, não foi por o PSD ter faltado em apoio a este Governo. Eu direi até que o PSD esperou demasiado tempo e deu demasiadas oportunidades ao Governo para que ele cumprisse com uma política económica que estivesse ao nível daquilo que eram as necessidades do país. Mas isso acabou", assegurou.

Antes, Passos Coelho reiterou o compromisso do seu partido com as metas de redução do défice e da dívida assumidas pelo actual Governo e considerou que, pela sua parte, o executivo está a tentar "um clima emocional" para "atirar a responsabilidade da situação que o país vive para os braços do PSD", o que lamentou.

"Não quero responder directamente, nem no tom, nem no conteúdo daquilo que tem sido a comunicação do Governo e ainda hoje do seu primeiro-ministro. Mas quero garantir aos portugueses que o PSD não será utilizado na sua boa fé, no seu sentido de responsabilidade, como se estas qualidades fossem um defeito e como se sobre nós, que não temos responsabilidades de Governo em Portugal, recaísse a responsabilidade imediata pelo que está a acontecer no nosso país", afirmou em seguida.

Segundo Passos Coelho, "o PSD não quis prolongar a vida de um [Governo] que não faz aquilo que é preciso e que se torna injusto para os portugueses" e confia que um novo Governo conseguirá "construir um novo patamar de confiança entre os cidadãos" e restaurar a "credibilidade" de Portugal junto dos mercados.

Questionado sobre a necessidade de um pedido de ajuda externa, respondeu que "só mesmo o Governo nesta altura pode, em conjunto com o Banco de Portugal, dar uma resposta clara sobre essa matéria".

"O Governo tem sido muito enfático dizendo que Portugal não precisa de recorrer à ajuda externa" e, perante isso, não vai ser o PSD que vai "pôr esse processo em marcha ou colocar dúvidas nos mercados", acrescentou.

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