Pedro Passos Coelho

Passos Coelho acusa PS de ser um "contra governo"

Passos Coelho acusa PS de ser um "contra governo"

O presidente do PSD acusou o atual Governo PS de não estar a pensar no futuro de Portugal, mas sim em desfazer o que o anterior fez, atuando como um "contra governo".

"Aquilo que se passa a cada dia, a cada semana, não é um governo a pensar no futuro do país, mas é um contra governo a pensar no passado e a desfazer o que o anterior governo fez", afirmou Pedro Passos Coelho, no sábado, num jantar comício de apoio a Ricardo Figueiredo, candidato às eleições intercalares em São João da Madeira, em Aveiro.

E concretizou: "Não imaginaria nunca que um Governo, que se afirmou por oposição ao anterior, achasse que tudo o que o anterior governo tinha feito estava bem feito, mas confesso que tenho dúvidas que a grande maioria dos portugueses também pense que tudo o que anterior governo fez estava tão mal feito, que tem de ser desfeito à velocidade da luz".

O líder social-democrata realçou que "tirar medidas de austeridade" que, no passado, tiveram de ser aplicadas, "não é uma questão de direita ou de esquerda", mas "uma questão de ser possível ou não ser possível".

"Tivemos de fazer muita austeridade, porque não havia outra possibilidade, nenhum governo decide implementar essas medidas por gosto", frisou.

Na sua opinião, retirar medidas de austeridade "não faz o futuro do país". Para preparar o futuro, é preciso ter empresas a exportar mais, escolas a formarem com mais exigência ou conseguir atrair mais investimentos

O antigo primeiro-ministro salientou que, se o Governo de António Costa consegue "remover alguma austeridade, é graças aos bons resultados" da liderança do PSD/CDS-PP.

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"Se hoje é possível abandonar alguma austeridade, foi porque o resultado de anos de trabalho foi positivo, se fosse como era em 2011 eles eram agravados e não removidos", entendeu.

Pedro Passos Coelho ressalvou que, para que o país possa progredir nos próximos quatro anos, a política que é precisa "não é atual amostra de política", frisando que António Costa está "apenas interessado" em ganhar as próximas eleições.

"O governo que arrepie caminho e prepare o futuro de Portugal, é isso que os portugueses precisam", sustentou.

As eleições intercalares, para a Câmara Municipal de S. João da Madeira, realizam-se a 24 de janeiro, na sequência da renúncia ao cargo por parte de todos os elementos da lista do PSD, que venceu as eleições de 2013, mas vinha exercendo em minoria. Além da candidatura do PSD/CDS, ao novo ato eleitoral concorre também o PS, a CDU, o BE, o PNR e o movimento independente "SJM Sempre".

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