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Passos Coelho exige responsabilidade civil e criminal a quem conduz a maus resultados

Passos Coelho exige responsabilidade civil e criminal a quem conduz a maus resultados

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, exigiu, esta sexta-feira à noite, em Viana do Castelo, que aqueles que conduzem a maus resultados e a incumprimentos devem ser responsabilizados civil e criminalmente.

"Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram", disse Pedro Passos Coelho, salientando que não se pode permitir, também, que aqueles que "conduzem aos maus resultados andem sempre de espinha direita como se nada fosse com eles".

"As pessoas tem que ser responsabilizadas pelo que fazem. Se nós temos um orçamento a cargo e não o cumprimos, se dissermos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa, também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções", afirmou o líder social-democrata, esta sexta-feira à noite, em Viana do Castelo, numa festa promovida pelo PSD de Barcelos.

"Não é apenas a responsabilidade eleitoral. Essa também virá. Quem apresenta mau resultados deve pagar eleitoralmente, mas o pais não desenvolve uma cultura de responsabilidade", salientou Pedro Passos Coelho, referindo que "sempre que falhamos os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes e poupança, o que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se".

"Razões externas justificam subida das taxas de juro"

Referindo-se, à margem do evento, às taxas de juro da dívida portuguesa, Pedro Passos Coelho disse que "há razões externas que estão a justificar nesta altura uma subida das taxas de juro": No entanto, julga que "há também razões internas e essas razões têm que ver com o desempenho orçamental que é conhecido relativamente a 2010".

Nesta "altura o que os mercados estão à espera é de um ganho de confiança que resulte da execução que o Orçamento - que será viabilizado no Parlamento - carece durante o ano de 2011. É muito importante nesta altura que o Governo possa dar esse sinal de consciência de rigor na execução do orçamento".

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Pedro Passos Coelho referiu, ainda, que "esta não é uma questão que nos separe do Partido Socialista, não é uma questão de guerra política com do Governo, é uma questão de relevância máxima para o país".

"Precisamos enquanto país que os nossos credores acreditem que, aquilo que prometemos fazer - ao contrário do que aconteceu no passado - vai mesmo ser cumprido e isso está, nesta altura, na mão do Governo", concluiu Pedro Passos Coelho.

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