Ajuda externa

Passos Coelho manifesta "total comprometimento" com programa de ajuda

Passos Coelho manifesta "total comprometimento" com programa de ajuda

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, manifestou, quinta-feira, "total comprometimento com os compromissos e os objectivos" que estão incluídos no memorando de entendimento onde está definido o processo de ajuda externa a Portugal.

Passos Coelho, que falava aos jornalistas na embaixada portuguesa em Londres, anunciou que vai enviar ainda esta quinta-feira aos elementos da "troika" internacional uma carta assinada por ele e pelo chefe dos negociadores do PSD, o ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga, a confirmar esta posição.

Esta manhã, em conferência de Imprensa, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu que o programa de resgate "não é portador de boas notícias" e que terá um impacto negativo na economia e no emprego.

Todavia, o líder social democrata reserva a possibilidade, mantendo os mesmos objectivos, de apresentar alterações de politicas com medidas equivalentes.

"Haverá matérias relativamente às quais o PSD, se vier a estar no governo, se reserva para encontrar alguma flexibilidade encontrando medidas de substituição que garantam exactamente que os objectivos que constam no programa sejam concretizados", vincou.

Passos Coelho afirmou terem sido feitos "alguns contactos para clarificar" o conteúdo do programa, que qualificou de "bastante duro".

Mas também olha o documento como uma "oportunidade para Portugal" mudar o regime económico e implementar reformas estruturais de forma a "resolver de uma forma definitiva e sustentável o seu problemas crónico de finanças publicas".

O presidente do PSD lamentou que não se tivesse pedido ajuda mais cedo e disse que o partido tem "razões para se congratular para não ter permitido que programas sucessivamente irrealistas que aquele que acabou por estar fixado no PEC IV não continuassem".

Passos Coelho urgiu a que os partidos que se comprometam com o programa "não se esqueçam do compromisso nos próximos três anos", os quais considera "decisivos para que reputação e a confiança dos mercados seja reconquistada".

"Estou convencido que esta é a grande última oportunidade que o país tem para deixar para trás o rasto de incerteza, de resultados económicos a nível do crescimento medíocres e de um nível de realização social muito abaixo daquilo que era devido", sublinhou.

Passos Coelho esteve esta manhã na capital britânica para se encontrar com responsáveis do centro financeiro londrino, designadamente com responsáveis superiores de instituições financeiras.

Viajou acompanhado pelo vice-presidente do PSD Manuel Rodrigues e pelo dirigente do gabinete de relações internacionais do PSD Brites Pereira e deverá regressar a Lisboa no final do dia.

A visita do presidente do PSD a Londres acontece no dia em que a "troika" composta por Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (CE) apresenta em Lisboa o programa de ajuda externa a Portugal.

O empréstimo será de 78 mil milhões de euros durante três anos e inclui a recapitalização da banca, caso seja necessária.

A 'troika' é constituída pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI).

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