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Passos Coelho "não dá a cara com a careta", diz Jerónimo de Sousa

Passos Coelho "não dá a cara com a careta", diz Jerónimo de Sousa

O secretário-geral do PCP, acusou este sábado o líder social-democrata, Passos Coelho, de "não dar a cara com a careta" pois diz "não promover" como Governo as medidas "que está disposto a assinar" no acordo com a troika.

Em declarações em Guimarães à margem de um jantar de apresentação da lista de candidatos a deputados para as eleições de 5 de Junho, Jerónimo de Sousa, classificou como "equívoco monstruoso" chamar "negociação" às "imposições" da troika que prepara o plano de ajuda internacional a Portugal.

Para o líder comunista "há um simulacro de negociação que na prática resulta de uma imposição. Não se trata nem de ajuda, nem de negociação".

"Passos Coelho dizia que não vai promover o corte dos salários, que não vai propor o aumento dos impostos, que não vai propor despedimentos e, no entanto, está disposto a assinar as imposições da troika que inevitavelmente comportam medidas profundamente dolorosas e sacrifícios para os trabalhadores", afirmou Jerónimo de Sousa.

As declarações do líder do PSD são, segundo o secretário-geral do PCP, "uma assombração na nossa vida política" que resultam numa "contradição insanável".

"O que o FMI e a troika querem impor são mais despedimentos, mais impostos e o congelamento dos salários, privatizações. Como é que isto acerta com a declaração hoje feita? É uma contradição insanável", disse.

Jerónimo de Sousa considerou ainda "vexante ver uns ir lá pedinchar isto, pedinchar aquilo quando a receita do FMI está definida há muito tempo".

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