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Passos Coelho reforça a oposição aos 'eurobonds'

Passos Coelho reforça a oposição aos 'eurobonds'

O primeiro-ministro português voltou a recusar, esta quinta-feira, os 'eurobonds' como forma de financiar a crise das dívidas soberanas, mas diz compreender o anúncio que Durão Barroso fez recentemente de que irá apresentar uma proposta sobre a emissão desta forma de financiamento.

Passos Coelho declarou aos jornalistas em Varsóvia, na Polónia, que a Comissão Europeia, a que Durão Barroso preside, "assumiu há muito o compromisso" de apresentar propostas aos Estados membros da União para combater a crise e que o debate em torno das 'eurobonds' [obrigações europeias] não é novo.

O primeiro-ministro admitiu, ainda, a possibilidade de, no futuro, haver um maior aprofundamento político da comunidade, "que possa trazer, eventualmente, um Tesouro europeu", com a inerente emissão conjunta de obrigações europeias.

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"Mas não penso que essa seja a solução para o problema de hoje, porque o nível de alterações que esse quadro exigiria é tão complexo, que se tivéssemos de aguardar por esse investimento, a Europa se afundava antes", argumentou o primeiro-ministro.

Apesar da recusa dos 'eurobonds', Passos Coelho garantiu que não recusa "qualquer proposta que possa apontar para uma união política europeia", sublinhando que "todas as propostas são bem-vindas e não há tabus".

O líder social-democrata tem sido muito criticado em Portugal pela oposição parlamentar, por ter assumido a posição da chanceler alemã Angela Merkel, que também rejeitou a emissão de 'eurobonds'.

Outros líderes europeus, sobretudo de países a braços com fortes derrapagens das suas dívidas soberanas, advogam a medida.

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