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Passos Coelho só apresenta programa depois de conhecer quadro de ajuda externa

Passos Coelho só apresenta programa depois de conhecer quadro de ajuda externa

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou, este sábado, que o PSD só vai apresentar o seu programa eleitoral depois de conhecer o quadro de ajuda financeira externa a Portugal, para que os dois sejam compatíveis.

Numa intervenção no encerramento do fórum "Mais Sociedade", no Centro de Congressos de Lisboa, Pedro Passos Coelho questionou: "Alguém levaria a sério o programa que apresentássemos se ele não fosse já um programa compatível com o pedido de ajuda que Portugal fez e com o quadro macroeconómico de ajustamento que vai ser desenhado para permitir o empréstimo a Portugal?"

"Seria uma brincadeira", considerou.

O presidente do PSD criticou depois indirectamente o PS: "Eu sei que há partidos em Portugal que não se importam de estar sempre a retocar, a rever os compromissos que assumem, porque eles próprios não atribuem uma grande importância aos compromissos que assumem".

"Vai-se evoluindo na continuidade de tal maneira que aqueles que diziam que não governavam com o Fundo Monetário Internacional (FMI) se preparam para assinar um acordo com o FMI e candidatarem-se a primeiro-ministros também. Nós fazemos diferente. Nós sabemos que não podemos falhar", concluiu.

Antes, Passos Coelho disse ter recebido "ainda esta semana das mãos do doutor Eduardo Catroga uma primeira versão da base do programa eleitoral do PSD".

Contudo, "esse programa aguarda ainda", não só pela "oportunidade para conhecer o quadro macroeconómico de ajustamento que resultará do acordo entre o Estado português e o Fundo Europeu de Estabilização Financeira", mas também pelas "conclusões finais" do fórum "Mais Sociedade" e ainda pela "própria escolha final" da direcção do PSD.

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