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Paulo Colaço sai da Jurisdição do PSD com críticas à Direção de Rui Rio

Paulo Colaço sai da Jurisdição do PSD com críticas à Direção de Rui Rio

O atual presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD, Paulo Colaço, não se vai recandidatar ao cargo. A decisão foi anunciada, esta quarta-feira, com críticas à Direção de Rui Rio.

Num comunicado em que considera que, ao longo de "praticamente 14 anos" no Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do PSD, "cumpriu" e "fez cumprir os estatutos do PSD", Paulo Colaço anuncia a decisão de não se recandidatar, com críticas à Direção de Rui Rio e elogios ao líder eleito Luís Montenegro.

"Acredito que o Luís Montenegro recuperará a veia democrática que antes havia no partido e fará do diálogo 'de igual para iguais' a sua forma de trabalhar. Foi a falta de diálogo, a sobranceria e um desolador maniqueísmo que elevou a níveis nunca vistos a conflitualidade interna. Disso estou convencido. Se muito trabalho teve o CJN, nestes dois anos e meio, foi porque alguma gente não se achou igual aos demais, mas superior. Ungida", acusa Paulo Colaço.

O presidente do "tribunal" dos sociais-democratas refere-se aos processos que teve que analisar referentes à escolha dos candidatos às legislativas e ao alegado rompimento da disciplina partidária pelo presidente do partido, Rui Rio, e pelo ex-líder parlamentar, Adão Silva, no caso da votação da eutanásia e do referendo. Casos que lhe mereceram vários ataques e acabaram no Tribunal Constitucional.

"É por achar que a democracia e a política estarão de volta ao PSD que não preciso de ser candidato neste congresso. E não serei", revela Paulo Colaço, a pensar na chegada de Luís Montenegro à liderança do partido, que será consagrado presidente do PSD no congresso do próximo fim de semana, no Porto.

Num curto comunicado, Paulo Colaço considera, com uma nova farpa a Rui Rio: "Cumpri e fiz cumprir os estatutos; reconheci e fiz reconhecer os direitos dos militantes; respeitei e fiz respeitar os diversos órgãos do partido, das bases ao Congresso. No fundo, ajudei a mostrar que no PSD há separação de poderes e que ninguém _ por mais cimeira que seja a sua posição _ está isento de observar as regras internas".

"Estou muito descansado _ contente, até _ com o que fiz nestas funções", conclui o presidente do CJN, agradecendo aos "muitos" que o ajudaram, aos "sempre leais funcionários da sede, aos companheiros na Jurisdição, aos amigos que nos diversos congressos mobilizaram simpatias por mim" e a "muitos militantes" que lhe deram "força".

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