Política

Paulo Pedroso sai do Partido Socialista

Paulo Pedroso sai do Partido Socialista

O antigo ministro Paulo Pedroso deixou de ser militante do Partido Socialista. O ex-deputado está desiludido com a forma como o partido tem tratado o sindicalismo.

"Eu hoje sou um socialista democrático, preocupado com o futuro do sindicalismo e desvinculado da militância partidária e partilho com Carlos Silva o desencanto com o modo como esse partido trata, não a UGT, mas o sindicalismo em geral", escreveu Paulo Pedroso num texto divulgado no domingo, no Facebook, referindo-se à entrevista em que o líder da UGT revelou que não se vai candidatar a um novo mandato, em parte por não sentir apoio do PS.

Pedroso acusa o Executivo de António Costa de privilegiar os interesses das empresas aos dos trabalhadores: "A escolha das listas de deputados, que relegou os sindicalistas socialistas para fora do Parlamento foi o corolário lógico de um desvio pro-business que é visível na posição do governo face à legislação laboral e no desequilíbrio dado na atenção a empresas e a trabalhadores."

O ex-militante acusa António Costa, enquanto secretário-geral do PS e primeiro-ministro, de ter agravado o "desinteresse do PS pelo sindicalismo". "É motivo para quem não quer a desinstitucionalização das relações laborais pensar que via socialista é esta que a direcção do PS de António Costa adoptou, mas que ainda está muito a tempo de corrigir, no partido e no governo, embora já não na representatividade parlamentar. Resta saber se o PS acha que tem aqui um problema e não há sinal nenhum de que ache", escreveu Pedroso, que foi deputado em três legislaturas, além de secretário de Estado do Trabalho e Formação e ministro do Trabalho e da Solidariedade, em 2001 e 2002, respetivamente.

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