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Paulo Portas não chegará ao Governo "por favor de ninguém"

Paulo Portas não chegará ao Governo "por favor de ninguém"

Paulo Portas disse, esta domingo à tarde, no encerramento do 24º congresso do partido em Viseu, que o CDS-PP está "mais pujante e mais preparado" para começar a trabalhar "já amanhã" para "dar esperança a Portugal".

"Só vos posso garantir que darei o que eu puder para cumprir. Darei mesmo tudo por tudo porque é agora ou nunca", disse, durante o discurso de encerramento do congresso, todo ele focado num cenário pré-eleitoral e onde deu como arrumada a questão de um acordo prévio com o PSD.

"O PSD não quer, ok. É legítimo. O CDS segue para bingo", disse, garantindo que, se o CDS for Governo, "é porque o povo português quis e mais ninguém". "Não será por favor de quem quer que seja, até porque no CDS estamos habituados a conquistar tudo a pulso", mas dando como certo o reforço do peso eleitoral do CDS numas próximas eleições.

"Os 10% não são um tecto nem um limite. Foram apenas o princípio de uma audácia que ainda agora começou", disse, deixando avisos ao PSD e ao PS de que "os votos são dos eleitores".

Portas, que sai do congresso com uma direcção alargada e com caras novas, terminou o congresso garantindo que o partido tem "ideias arrumadas" e "inovadoras" para a justiça, educação, saúde, reforma do Estado e para os jovens "à rasca", a que se dirigiu em ambos os discursos que fez no congresso.

Sobre José Sócrates, Portas mantém que "não faz parte da solução" e que "não está a prestar um bom serviço ao país", acusando-o de não ter percebido quais foram os seus "erros". "Já não se aguenta tanta conferência de imprensa às oito da noite, tantos conselhos de ministros extraordinários. Já não se aguenta tanta intranquilidade", disse.