Caso Sérgio Figueiredo

Paulo Rangel: "Temos tiques de absolutismo que são inaceitáveis"

Paulo Rangel: "Temos tiques de absolutismo que são inaceitáveis"

O vice-presidente do PSD, Paulo Rangel, considerou, esta quarta-feira, que o caso da nomeação de Sérgio Figueiredo para o Ministério das Finanças é apenas mais um sinal de que "o PS está disposto a usar de uma forma impune a sua maioria absoluta". "Temos tiques de absolutismo que são inaceitáveis", atacou Paulo Rangel, prometendo fiscalização apertada do PSD.

Foi o caso que envolveu a ministra da Agricultura e a CAP, o despacho do primeiro-ministro sobre a Endesa e agora a nomeação de Sérgio Figueiredo para o Ministério das Finanças. Para o PSD, já são demasiados os indícios de que o PS pretende "abusar" da maioria absoluta, conquistada nas legislativas de janeiro.

"Este caso dá um sinal de que o PS está disposto a usar de forma impune a sua maioria absoluta", considerou o vice-presidente do PSD, Paulo Rangel, numa conferência de Imprensa, esta quarta-feira, na sede do partido no Porto.

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Para Rangel, todos esses casos e outros não deixam dúvidas: "Temos tiques de absolutismo que são inaceitáveis. Os sinais de alarme da maioria absoluta estão todos aí".

Por isso, avisou: "O Governo não vai ficar se escrutínio, sobretudo nos seus tiques de maioria absoluta".

Quanto ao caso de Sérgio Figueiredo, o vice-presidente do PSD concorda com os restantes partidos da oposição de que não ficou encerrado com a renúncia do ex-jornalista. Há muitas questões por esclarecer. Por exemplo: "Se a função era tão crucial porque o ministro esteve em silêncio todos estes dias? Se era tão essencial porque não tinha exclusividade? A função vai ser mantida?".

Acresce que se a função de Sérgio Figueiredo seria a de acompanhar todas as políticas públicas, o primeiro-ministro teria que saber da sua contratação, crê o PSD. "Ou sabia e encolheu os ombros e lavou a mãos como Pilatos ou não sabia e estamos perante outro caso como o de Pedro Nuno Santos", considera Paulo Rangel.

Por isso, o PSD exige explicações também do primeiro-ministro. "António Costa tem que prestar esclarecimentos", deixa claro Paulo Rangel.

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