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PCP afirma que "não há um preço bom para vender o país"

PCP afirma que "não há um preço bom para vender o país"

O PCP contestou esta sexta-feira a privatização da TAP, declarando que "não há um preço bom" para o negócio porque "não há um preço bom para vender o país".

"É preciso defender o interesse e a soberania, e isso significa defender a TAP mantendo-a na esfera pública", vincou o deputado comunista Bruno Dias no Parlamento.

O deputado do PCP falava num debate de atualidade sobre a privatização da transportadora, no dia seguinte ao anúncio em Conselho de Ministros da venda do grupo TAP ao consórcio Gateway, do empresário norte-americano e brasileiro David Neeleman e do empresário português Humberto Pedrosa.

"O Governo está feliz, é um dos momentos mais importantes da sua vida, talvez", sublinhou Bruno Dias, para depois definir Neeleman como especialista em "em retalhar companhias aéreas" E acrescentou: "Existem alternativas ainda hoje e este processo pode ser travado e deve ser travado".

Também o partido ecologista "Os Verdes" contestou a operação, declarando que na quinta-feira, dia de anúncio do negócio, foi "dia de luto".

"Uma empresa como a TAP, trocada por dez milhões de euros, não é de facto obra para qualquer mortal. Só mesmo para homens de coragem", ironizou o deputado José Luís Ferreira, que definiu os governantes ligados à operação como "agentes funerários do setor público".

De acordo com o Governo, a proposta da Gateway era a melhor proposta no que respeita à contribuição para o reforço da capacidade económico-financeira do grupo TAP, ao projeto estratégico e ao valor global apresentado para a aquisição de ações, critérios de avaliação previstos no caderno de encargos.

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Em termos financeiros, o consórcio Gateway propõe-se a pagar um valor mínimo de 354 milhões de euros pelo grupo, dos quais dez milhões são encaixe direto para o Estado e o restante sob a forma de injeção de capital na empresa.

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