Banco de Portugal

PCP apoia PS nas audições e recusa pressa na lei "anti-Centeno"

PCP apoia PS nas audições e recusa pressa na lei "anti-Centeno"

"Nunca é bom legislar em cima do acontecimento", avisa o deputado Duarte Alves. Ao JN, diz que o PCP discorda que se legisle "à pressa" e que, na quarta-feira, se abdique das audições na chamada lei "anti-Centeno", como pretende o PAN. Neste aspeto, apoia o PS, que vai sugerir audições e quer convidar o Banco Central Europeu.

Sobre votações do projeto de lei do PAN que inclui um período de nojo para governantes chefiarem o Banco de Portugal (BdP), o PCP mantém "tudo em aberto", pois "depende muito do que resultar da discussão na especialidade".

Para justificar a abstenção na generalidade, Duarte Alves explica que "o problema central do sistema financeiro é o modelo de supervisão supostamente independente se ter revelado um desastre, com sucessivos escândalos", defendendo "controlo público sobre a banca". E a discussão deveria centrar-se "na idoneidade do regulador face ao regulado" e no fim das "portas giratórias entre a banca e o BdP".

Uma coisa é certa: "não é adequado ultrapassar um processo legislativo normal e deixar de ouvir entidades que os partidos considerem importantes". E "nunca obstaculizamos audições", garante Duarte Alves.

"O PAN podia ter agendado a questão mais cedo" se queria ir a tempo de impedir a nomeação de Centeno para o BdP e, ao mesmo tempo, cumprir o processo legislativo. Cinco anos de período de nojo para banqueiros "faz sentido". "Quanto a governantes, estamos a analisar", diz o PCP.

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