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PCP e Bloco de Esquerda esperam que inquérito-crime seja concluído rapidamente

PCP e Bloco de Esquerda esperam que inquérito-crime seja concluído rapidamente

O PCP e o Bloco de Esquerda manifestaram-se, esta quarta-feira, satisfeitos com a abertura de um inquérito-crime às despesas não reportadas pela Região Autónoma da Madeira, mas esperam que o mesmo seja concluído "o mais rapidamente possível".

Em declarações aos jornalistas, o líder parlamentar do PCP considerou que "se o senhor procurador-geral da República resolveu diligenciar no sentido de abrir um inquérito crime é porque encontrou fundamentos suficientes, indícios suficientes para, pelo menos, justificar essa decisão".

Questionado se a informação que hoje se conhece permite considerar que a Procuradoria-geral da República poderia ter agido mais cedo nesta matéria, Bernardino Soares respondeu: "É muito difícil fazer essa avaliação, porque nós não sabemos que dados tem a Procuradoria, e agora o decurso do inquérito é que vai demonstrar a viabilidade ou não desta iniciativa do senhor procurador".

Segundo o mesmo deputado, esta decisão de Pinto Monteiro não colide com a intenção do PCP de constituir uma comissão eventual no Parlamento para fazer uma "avaliação política" da situação financeira da Madeira.

"A comissão eventual que nós propomos é uma comissão para recolher informação das várias entidades que fiscalizam, para saber como se contraiu a dívida e para onde foi o dinheiro - que é um aspecto muito importante que tem sido pouco valorizado, onde e de que forma foi aplicado esse dinheiro", disse.

Além disso, a comissão eventual proposta pelo PCP "pode vir a propor alguma alteração legislativa se concluir que há uma lacuna da lei", apontou Bernardino Soares, defendendo, contudo, que "para já" devem ser utilizados "os mecanismos que já existem".

BE lembra que "o crime não compensa"

Também o BE considerou esta quarta-feira que todas as iniciativas para "o esclarecimento cabal da gravidade dos problemas" sobre as contas da Madeira são importantes, mas defendeu que é preciso "não confundir" Alberto João Jardim e o povo madeirense.

"O BE regista a abertura deste processo e a iniciativa do senhor Procurador e aguardará pelos resultados, mas o que queremos deixar claro, neste momento, é que no continente não se pode fazer confusão entre Alberto João Jardim e todo o povo madeirense", afirmou a deputada bloquista Cecília Honório aos jornalistas, no Parlamento.

"É preciso que o PSD/Madeira e Alberto João Jardim percebam que só têm lesado o povo madeirense e que o crime não compensa", declarou Cecília Honório.

Na opinião da parlamentar bloquista, todas as iniciativas que forem sendo tomadas são importantes para o esclarecimento da gravidade" da situação da Madeira.

"São determinantes para o esclarecimento cabal da gravidade dos problemas que a Madeira vive, das consequências que tem para todo o país e dos problemas que o povo madeirense vai sentir duramente na pele", concluiu.