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PCP garante "rejeição e simultaneamente combate" às propostas do Governo

PCP garante "rejeição e simultaneamente combate" às propostas do Governo

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, garantiu esta quarta-feira a "rejeição e simultaneamente combate" ao Programa do Governo, por representar "mais do mesmo", mas ainda "pondera" a possibilidade de apresentar uma moção de rejeição.

Segundo Jerónimo de Sousa o partido ainda "está a ponderar" se esta oposição passará pela apresentação de uma moção de rejeição no Parlamento, no entanto garante que "todos os portugueses" vão "perceber" a posição adoptada.

"Será (uma posição) de rejeição e, simultaneamente combate. É um plano profundamente inadequado, vamos a assistir a mais do mesmo", afirmou.

Garante que o Programa do Governo PSD/CDS-PP apresenta "medidas contra quem vive do seu trabalho", mas "sem tocar no poder económico".

Jerónimo de Sousa sublinha a preocupação, nomeadamente, com "novos impostos" e alterações à legislação laboral.

"Há também uma tentativa clara de começar a mutilar a Segurança Social, com os maiores descontos para a especulação financeira", afirmou, dizendo que o plano "confirma o projeto da 'troika'", apenas com uma "alteração de ritmo e de estilo" em relação ao último Plano de Estabilidade e Crescimento.

"É uma política de continuidade que só vai aumentar a injustiça e a recessão económica", afirmou o líder comunista.

Jerónimo de Sousa falava aos jornalistas em Viana do Castelo, onde marcou presença no protesto dos trabalhadores dos estaleiros da cidade contra o despedimento de 380 dos 720 funcionários da empresa.

"Os estaleiros são um exemplo do caminho alternativo que existe, valorizando a produção nacional e a aposta na economia do mar. A empresa tem encomendas e valor e o que temos aqui é uma tentativa de despedimento colectivo", comentou Jerónimo de Sousa.