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Estado de emergência

PCP já está em contacto com autoridades de saúde para organizar congresso

PCP já está em contacto com autoridades de saúde para organizar congresso

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, assegurou esta quarta-feira que o congresso do partido se vai realizar. Os comunistas já estão em contacto com as autoridades de saúde, garantiu.

Jerónimo revelou que as conversações têm o objetivo de encontrar "garantias" de que o Congresso ocorre em segurança. Para que tal aconteça, "vão ser tomadas todas as medidas sanitárias em termos de circulação e proteção individual".

"Reduzimos o número de delegados para 50%, vão estar ausentes os milhares de convidados que sempre participavam nos Congressos do PCP e vai haver ausência de delegações estrangeiras", afirmou Jerónimo, à saída de uma audiência com o presidente da República, em Belém.

O evento está marcado para os dias 27, 28 e 29 de novembro no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures. A julgar pelos cerca de 1200 delegados que estiveram presentes no último Congresso do partido, em 2016, desta vez estarão em Loures à volta de 600 pessoas.

Marcelo "não levantou dúvidas"

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Jerónimo de Sousa revelou também que o presidente da República "não obstaculizou nem levantou dúvidas ou dificuldades" em relação à realização do Congresso. No sábado, Marcelo tinha dito ser "desejável" que o acontecimento cumprisse as regras do estado de emergência, embora tenha reforçado que a atividade política não está proibida.

"É verdade que a lei prevê expressamente que as atividades políticas e sindicais não podem ser atingidas pelo estado de emergência. Está lá um artigo. Mas também é verdade que a perceção - já falei nisso muitas vezes - é de que aquilo que é determinado para uns é também determinado para todos", afirmou Marcelo.

Para Jerónimo, a realização do Congresso do PCP "vai ser um exemplo demonstrativo de que é possível exercer direitos e liberdades". O secretário-geral do partido referia-se a situações como a restauração, a cultura ou outros eventos variados.

O Congresso comunista pode marcar a saída de Jerónimo de Sousa da liderança do PCP. A esse respeito, o secretário-geral apenas disse que a escolha cabe ao Comité Central que será eleito.

No verão, a realização da Festa do Avante já tinha gerado polémica. A 16 de setembro, dez dias após o fim do evento, a diretora-geral de saúde, Graça Freitas, afirmou que "não existe conhecimento de cadeias de transmissão ou de casos diretamente associados a eventos de massas".

Sobre o estado de emergência, o PCP comunicou a Marcelo Rebelo de Sousa que irá manter o voto contra na votação de sexta-feira. "Não são necessários estados de emergência. São é precisas medidas de urgência, designadamente nos planos económico e social", afirmou Jerónimo.

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