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PCP quer nacionalizar toda a banca comercial

PCP quer nacionalizar toda a banca comercial

A nacionalização de toda a banca comercial de capital português é um dos pilares da política de redistribuição da riqueza, que o PCP propõe ao eleitorado, no âmbito da CDU, a coligação com a qual concorre às eleições.

Ao fim da tarde de hoje, o salão nobre da reitoria da Universidade de Lisboa será o palco para Jerónimo de Sousa apresentar oficialmente, perante mais de 150 convidados, o programa eleitoral comunista para as eleições legislativas de 27 de Setembro.

"É um programa de afirmação clara de ruptura com as políticas dos últimos anos" é o que promete Agostinho Lopes, ao fazer para o JN uma antecipação do essencial que consta das cerca de 50 páginas do compromisso a apresentar ao eleitorado.

Esse ruptura passa pela mudança de paradigma de forma a que "quem mais pode pague mais para quem menos pode". Desta premissa resulta a ideia do reforço do papel do Estado, materializado na nacionalização da banca comercial, ficando apenas na esfera privada os bancos de investimento e, naturalmente, os de capitais estrangeiros.

Neste conceito de gestão da Economia preconizada pelos comunistas, não podem ficar de fora da alçada estatal os sectores estratégicos da produção industrial, como os da energia.

"O Estado tem de ter uma posição dominante em áreas que são motores da Econonia nacional". Uma fórmula constante do programa eleitoral que se aplica também à Segurança Social, à Educação e à Saúde (ler caixa).

Para conter o aumento do desemprego, as propostas comunistas passam pelo reforço do investimento público, que, segundo Agostinho Lopes, "deve ser promovido tanto pela administração central como pelas autarquias, às quais deverão ser garantidas condições financeiras".

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A dinamização do mercado interno é considerada outra alavanca essencial para o desenvolvimento do país. E para que ela seja real e eficaz, é essencial, de acordo com os dirigentes comunistas, que os pequenos empresários sejam apoiados pelo Estado, nomeadamente através de incentivos fiscais e de apoios à promoção de emprego. Um contraponto, segundo Agostinho Lopes, às práticas políticas dos últimos governos, de incentivo à "desvalorização crescente do trabalho".

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