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PCP recusa ir "atrás de pressões" do presidente sobre o Orçamento

PCP recusa ir "atrás de pressões" do presidente sobre o Orçamento

O PCP recusou, esta sexta-feira, ir "atrás de pressões" do presidente da República para viabilizar os próximos Orçamentos do Estado do Governo do PS, afirmando que pertence à "futurologia" as afirmações de Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista à RTP.

"O PCP não vai atrás de pressões. O PCP formula os seus juízes próprios", afirmou Rui Fernandes, da comissão política dos comunistas, questionado sobre se o partido se sentiu pressionado por o presidente ter dito na quinta-feira à noite estar convencido de que os orçamentos para 2022 e 2023 vão passar.

"Eu estou convencido de que o Orçamento [para 2022] passa e não dou de barato isso - aliás, os protagonistas têm dito isso, que tem de haver negociação - mas admito que possa passar com uma base de apoio similar à do último Orçamento", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa à RTP.

O Orçamento do Estado de 2021 passou com a abstenção do PCP e do PEV.

À margem de uma conferência de imprensa sobre a reforma da estrutura superior das Forças Armadas, na sede nacional do PCP, em Lisboa, Rui Fernandes afirmou que os comunistas estão "mais preocupados em materializar o Orçamento que em vigor" e no "que o Governo deve fazer e ainda não fez".

Depois, em função da "proposta concreta", então o partido decidirá "como votar esse orçamento", afirmou, para concluir: "Tudo o resto é futurologia."

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